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DICIONÁRIO BÍBLICO LETRA (H)

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Dicionário Bíblico

Letra H



HABACUQUE
Foi o oitavo dos profetas menores. É provável que tenha sido membro do coro dos levitas. Foi contemporâneo de Jeremias e Sofonias. Profetizou as iniqüidades de Judá e predisse o castigo dos caldeus.
HABOR
Rio da Mesopotâmia e um dos dois principais tributários do Eufrates Superior, no qual ele deságua depois de um percurso independente de 304 km. Tiglath-Pileser III levou alguns cativos israelitas para esta zona (1Cr 5:26) e, mais tarde, Sargon II fez o mesmo, depois que capturou Samaria em 723/22 AC (2Rs 17:6; 2Rs 18:11).
HACOZ
Foi o chefe de um dos turnos de sacerdotes (1Cr 24:10).
HADADE
1) Rei edomita que derrotou os midianitas citado em (Gn 36:35; 1Cr 1:46). 2) Um dos “da semente do rei de Edom”. Fugiu para o Egito, onde casou com a irmã da mulher de Faraó (1Rs 11:14-22). Também foi um dos adversários de Salomão.
HADADEZER
Rei de Zoba. Hanum, rei dos amonitas, contratou, entre outros, o exército de Hadadezer para o ajudar na sua luta contra Davi. Joabe, que foi enviado a combater este exército confederado, encontrou-o organizado em duas frentes: os amonitas na direção de Rabá, a sua capital e os mercenários sírios perto de Medeba. Na batalha que se seguiu, os sírios foram dispersos e os amonitas, alarmados, fugiram para a sua capital. Depois disto, Hadadezer dirigiu-se para norte “para recuperar as suas fronteiras” (2Sm 8:3); mas, como traduz a Versão Revista, “para recuperar os seus domínios”, para recrutar as suas forças. Seguiu-se, então, outra batalha com o exército sírio assim recrutado, tendo eles sido destruídos em Helã (2Sm 10:17). Sobaque, o líder do exército sírio, morreu no campo de batalha. Os sírios de Damasco, que tinham vindo ajudar Hadadezer, também foram derrotados e Damasco passou a ser tributária de Davi. Todos os despojos desta guerra, “escudos de outro” e “muito bronze”, a partir do qual “o mar de bronze, os pilares e os vasos de bronze” para o templo foram feitos (1Cr 18:8), foram trazidos para Jerusalém e dedicados a Deus. Assim se quebrou, finalmente, o poder dos amonitas e dos sírios e o império de Davi se estendeu até ao Eufrates (2 Sm 10:15-19; 1 Cr 19:15-19).
HADADRIMOM
Nome mencionado em (Zc 12:11), que alguns vêem como o nome de uma localidade situada próximo de Megido, onde a morte de Josias foi lamentada. É, contudo, mais provável que “o lamento por Hadadrimom” se esteja a referir a um rito pagão relacionado com a adoração ao deus sírio Hadade-Rimom.
HADAR
1) Filho de Ismael (Gn 25:15); em (1Cr 1:30) é chamado Hadade. 2) Um dos reis edomitas (Gn 36:39) do tempo de Saúl. Também chamado Hadade (1Cr 1: 50, 51).
HADAREZER
Nome dado a Hadadezer (2 Sm 8:3-12) em (2 Sm 10:19).
HADASSA
O nome judaico de Ester (Et 2:7).
HADATA
Cidade no sul de Judá (Js 15:25).
HADORÃO
1) Filho de Toú, rei de Hamate, enviado pelo seu pai a felicitar Davi pela sua vitória sobre Hadarezer, rei da Síria (1Cr 18:10). Em (2Sm 8:10) é chamado de Jorão. 2) Um “que tinha o cargo dos tributos”, i.e., “tinha a seu cargo as cobranças.” Foi apedrejado pelos israelitas, quando estes se revoltaram contra Roboão (2Cr 10:18). Também conhecido por Adorão (2Sm 20:24) e por Adonirão (1Rs 4:6). 3) Quinto filho de Joctã, o fundador de uma tribo árabe (Gn 10:27; 1Cr 1:21).
HAFARAIM
Cidade fronteiriça de Issacar citada em (Js 19:19).
HAGITE
Uma dançarina, mulher de Davi e mãe de Adonias (2Sm 3:4; 1Rs 1:5,11 e 1Rs 2:13; 1Cr 3:2) que, tal como Absalão, era famoso pela sua beleza.
HALA
Era uma área para a qual os habitantes capturados de Samaria foram transportados pelo rei assírio, depois que a sua capital foi tomada (2Rs 17:6; 2Rs 18:11; 1Cr 5:26).
HALAQUE
Montanha no sul da Palestina, na direção do Monte Seir (Js 11:17; Js 12:7).
HALDRAQUE
Uma cidade na Síria mencionada em (Zc 9:1) em ligação com Damasco e Hamate.
HALI
Local mencionado na fronteira de Asser (Js 19:25).
HAMÃ
Primeiro ministro do rei persa Assuero (Et 3:1). É chamado um “agagita”, o que parece querer dizer que ele era descendente da família real amalequita, os mais implacáveis inimigos dos judeus, sendo Agague um dos títulos usados pelos reis amalequitas. Ele ou os seus pais foram trazidos como cativos de guerra para a Pérsia. Foi enforcado no engenho que mandara erigir para Mardoqueu, o judeu (Et 7:10).
HAMALEQUE
Pai de Jerameel, mencionado em (Jer 36:26).
HAMATE
Um quineu, pai da casa de Recabe (1Cr 2:55).
HAMATE-ZOBÁ
Foi uma cidade da Síria conquistada pelo rei Salomão citada em (2Cr 8:3).
HAMOLEQUETE
Filha de Maquir e irmã de Gileade (1Cr 7:17,18). Abiezer foi um dos seus três filhos.
HAMOM
1) Cidade fronteiriça no território de Aser (Js 19:28). 2) Uma cidade de Naftali atribuída aos levitas (1Cr 6:76), provavelmente Hamate.
HAMOM-GOG
Vale simbólico onde os cadáveres do exército de Gog deveriam ser sepultados (Ez 39:11, 15).
HAMONAH
Nome simbólico de uma cidade onde os exércitos de Gog deveriam ser sepultados (Ez 39:16).
HAMUL
Um dos filhos de Perez, filho de Judá (1Cr 2:5). Os seus descendentes são chamados hamulitas (Ne 26:21).
HAMUTAL
Filha de Jeremias de Libna, mulher do rei Josias e mãe do rei Jeoacaz (2Rs 23:31) e do rei Zedequias (2Rs 24:18).
HANANIAS
l) Foi um dos três jovens, pertencentes à tribo de Judá e membro da família real, os quais, sendo levados para a Babilônia, foram escolhidos para serem instruídos na ciência dos caldeus e postos ao serviço de Nabucodonozor, seu nome foi mudado para Sadraque. Ele recusou-se a prestar culto à imagem de ouro (Dn 1.7 - 3.12). 2) Foi o chefe do 16º turno de músicos ao serviço do templo. Era um dos quatorze filhos de Hemã, o cantor, que se empregavam em exaltar pelas cornetas o poder de Deus (1 Cr 25.4,23). 3) Foi um capitão do exército de Uzias (2 Cr 26.11). 4) Pai de Zedequias, era um dos príncipes do tempo de Jeoaquim (Jr 36.12). 5) Falso profeta de Gibeom, que no reinado de Zedequias anunciou, diante de Jeremias e de todo o povo, que dentro de dois anos haviam de voltar a Jerusalém os cativos e também todos os vasos do templo que Nabucodonozor tinha levado para Babilônia (Jr 28.1 a 17). Jeremias replicou profetizando, que em lugar de um jugo de madeira devia ser posto sobre o povo um jugo de ferro pelo espaço de setenta anos, e que o próprio Hananias morreria dentro de um ano por ter resistido à vontade do Senhor. 6) Avô de Jerias, um capitão que tinha a seu cuidado a porta de Benjamim. Ele prendeu Jeremias, porque tinham acusado este profeta de querer desertar para os caldeus (Jr 37.13). 7) Filho de Sasaque (1 Cr 8.24). 8. Filho de Zorobabel (1 Cr 3.19,21). 9) Um dos que tinham casado com mulheres estrangeiras (Ed 10.28). 10) Foi um indivíduo que acumulava os cargos de perfumista e de sacerdote (Ne 3.8). Ele estava encarregado de preparar o óleo sagrado e o incenso. 11) Homem que trabalhou nas obras dos muros de Jerusalém (Ne 3.30). Talvez o mesmo indivíduo que o de nº 9. 12) Principal da fortaleza de Jerusalém, ‘porque era homem fiel e temente a Deus’ (Ne 7.2). 13) Nome de uma família cujo chefe selou o pacto (Ne 10.23). 14) Sacerdote, quando Joaquim era sumo sacerdote, cerca do ano 480 a.C. (Ne 12.12,41).
HAQUILA
Cidade na tribo de Benjamim, seus habitantes quiseram entregar Davi a Saul. (l Rs 23, 19).
HARAD
Local onde se situava uma fonte. Foi onde Gedeão reuniu as suas tropas para combater os madianitas. (Jz 7, 1).
HARAN
1) Cidade do noroeste da Mesopotâmia. Thare, pai de Abraão, levou sua família de Ur para Haran, onde Abraão ouviu o chamado de Deus (Gên 11, 31-32; 12, Iss). 2) Um dos irmãos do patriarca bíblico mencionado no livro de Gênesis, mas que teria falecido jovem quando o seu pai, Terá, ainda se encontrava em Ur dos caldeus. Ao falecer, Harã teria deixado como descendente o seu filho Ló que, corajosamente, acompanhou Abraão em sua jornada à terra de Canaã. Tal fato explica o motivo do nome do lugar, pois, segundo o texto bíblico, Terá deixou Ur com Abraão, Naor, Ló e Sara com destino à Canaã, mas acabou estabelecendo-se num local que passou a ser denominado de Harã em homenagem ao filho falecido. Foi a Haran que Abraão enviou mais tarde seu servo procurar uma esposa para Isaque (Gên 24). Mais tarde ainda. Jacó fugiu para Haran a fim de escapar à cólera de seu irmão Esaú; e aí se casou com as duas irmãs, Raquel e Lia, filhas de seu tio Labão. (Gên 28-29).
HARET
Bosque na tribo de Judá. Local onde Davi se escondeu para evitar a perseguição de Saul. (l Rs 22, 5).
HARTOSETH
Cidade onde Sísara, general dos exércitos de Jabrin, reuniu suas tropas para combater os israelitas. Posteriormente, pas­sou a fazer parte da tribo de Neftali. (Jz 4, 2).
HAZAEL
A vida de Hazael, rei de Damasco, é profundamente maléfica. Era oficial de alta patente, que servia o rei Ben-Hadade. Este, estando em certa ocasião doente, mandou Hazael a Eliseu, para saber deste profeta se ele, Ben-Hadade, recuperaria a saúde, o profeta Eliseu, em obediência à ordem dada por Deus a Elias, ungiu rei a Hazael, e ao mesmo tempo lhe disse que a doença de Ben-Hadade não era fatal, mas que morreria, reinando ele em seu lugar. E Hazael notou que a profecia se havia cumprido, porque matando ele a Ben-Hadade, se apoderou do trono. Foi contemporâneo de Jorão, Jeú, e Joacás, reis de Israel. No obelisco Preto, que está no Museu Britânico, é ele mencionado, como pagando tributo com Jeú a Salmaneser, rei de Assíria, no ano 842 a.C. A pergunta que ele fez ao profeta Eliseu (2 Rs 8.13): ‘Pois que é teu servo, este cão, para fazer tão grandes coisas?’ mostra bem que ele não se horrorizou com o que acabava de ouvir, mas hipocritamente se considera indigno da alta posição anunciada. As cruéis barbaridades, que por ele foram infligidas a Israel, acham-se narradas em (2 Rs 8.12 e 10.32... e 12.17 e 1 Rs 19.15 a 18 e Am 1.4.)
HEBER
1) Foi o bisneto de Sem, e filho de Salá. Foi um dos antepassados de Abraão, na sétima geração (Gn 10.21 - e 11.14 a 26). 2) Foi o chefe de uma família de Gade (1 Cr 5.13). 3) Filho de Elpaal, da tribo de Benjamim (1 Cr 8.12). 4) Filho de Sasaque, também da tribo de Benjamim (1 Cr 8.22). 5) Um sacerdote da família de Amoque (Ne 12.20). 6) Um homem de Aser (Gn 46.17 - Nm 26.45 - 1 Cr 7.31). 7) Marido daquela mulher, Jael, que matou Sísera. Pertencia à tribo dos queneus, gente nômade, que por algum tempo se estabeleceu no disputado terreno que existia entre as tribos do norte e as terras de Jabim, rei cananeu (Jz 4.11 a 24). 8) Um descendente de Judá (1 Cr 4.18). 9) Indivíduo da tribo de Benjamim (1 Cr 8.17).
HEBREUS
1) Significa descendentes de Heber. Nome do povo que viveu na região do Oriente Médio cerca do segundo milênio a.C., e que daria origem aos povos semitas como os judeus e os árabes, ainda que posteriormente o nome fosse associado apenas aos judeus. Após sua saída de Ur, na Mesopotâmia, em direção à Palestina (estreita faixa de terra cercada pela Fenícia, atual Líbano), os hebreus dividiram-se em tribos formadas por clãs patriarcais que cultuavam a um único Deus, acreditando ser seu povo eleito, onde Deus escolheria determinados membros do grupo para que estes fizessem com que os planos divinos fossem cumpridos. Os clãs eram construídos pelo patriarca e pelos seus filhos e servos; praticavam uma economia baseada no pastoreio, que evoluiu para a agricultura graças à fertilidade das terras do norte e das zonas montanhosas do sul da Palestina. Os hebreus permaneceram por três séculos na Palestina, até a ocorrência de uma violenta seca que abalou a região. Algumas tribos, sob a liderança de Jacó, migraram para o Egito e lá ficaram por quatrocentos anos, período que coincidiu com a dominação dos hicsos, que cooperaram com os hebreus. Quando os hicsos foram expulsos os hebreus passaram a sofrer perseguições e foram condenados a pagar altos impostos e até mesmo foram transformados em escravos. Essa opressão só terminou com o aparecimento de Moisés que liderou o povo hebreu na marcha em direção a Canaã (a Terra Prometida). Esse episódio ficou conhecido como Êxodo. Moisés, de acordo com a bíblia, recebeu de Jeová, no Monte Sinai, os Dez Mandamentos que continha princípios éticos, morais e religiosos que deveriam orientar a conduta do povo hebreu e, principalmente, reforçar a crença em um só Deus. Moisés e o povo hebreu permaneceram por quarenta anos no deserto do Sinai. As dificuldades encontradas na caminhada do retorno a Terra Prometida foram acompanhadas, em vários momentos, do retorno a idolatria e ao politeísmo, obrigando Moisés a reforçar cada vez mais sua autoridade. Entretanto, Moisés morreu antes da chegada à Palestina. O sucessor de Moisés fora Josué, que acabou por concluir a longa jornada a Palestina. Porém a terra já estava ocupada por outros povos como cananeus e filisteus. Seria necessário, então, lutar para reconquistar Canaã. Como os patriarcas eram líderes religiosos e não guerreiros, eles deram lugar aos juízes, chefes militares que passariam a comandar os hebreus na luta pela terra. Mais tarde, para unir mais o povo e centralizar os poderes religiosos, políticos e militares, foi fundada a monarquia. Saul, o primeiro rei hebreu, suicidou-se após uma humilhante derrota, sucedeu-lhe então Davi, que havia matado o gigante Golias com uma pedrada. Em 966 a.C., Davi morreu e em seu lugar foi coroado Salomão. Nesse momento os hebreus já possuíam um exercito, uma administração e um governo centralizado. Tudo isso favoreceu Salomão mas o alto custo do padrão de vida da corte real obrigava o povo a pagar altos impostos, isso gerava descontentamento. Com a morte de Salomão ocorreu a Cisma – divisão da monarquia em dois reinos: o de Israel, ao norte formado por dez tribos e cuja capital era Samaria e o de Judá, ao sul constituído por duas tribos e com Jerusalém como capital. Em 722 a.C. o reino de Israel foi conquistado pelos assírios e aproximadamente duzentos anos depois o reino de Judá foi conquistado pelos babilônios, com isso os hebreus viraram escravos – esse evento ficou conhecido como Cativeiro da Babilônia. 2) São os semitas também chamados judeus (que pro­priamente seriam só os da tribo de Judá) ou israelitas (descendentes do patriarca Jacó ou Israel). Abraão foi chamado hebreu na primeira vez em que a palavra aparece na Bíblia, (Gên 14, 13). No Antigo Testamento, os estrangeiros usam a palavra hebreu para designar os descendentes de Abraão (Gên 39, 14; 41, 12; Êx l, 16; 2, 7; l Sam 4, 6) ou os próprios israelitas para se distinguir dos estrangeiros (Gên 40, 15; Êx l, 19). No Novo Testamento o termo hebreu designa a nação judaica (2 Cor 11, 22; Flp 3, 5). Con­tudo em sentido mais restrito, é aplicado aos judeus que vivem na Palestina em oposição aos que habitam fora (At 6, 1). 3) As várias referências à linguagem hebraica encontradas no Novo Testamento (Jó 5, 2; 19, 13, 17; At 21, 40; etc.) são antes do aramaico. língua falada na Palestina no tempo de Cristo. O hebraico propriamente dito, a língua em que foi escrito quase todo o Antigo Testamento, é citado como a língua de Canaã (Is 19. 18) ou a lín­gua dos judeus. (4 Rs 18, 26; Is 36, 11).
HEBREUS, EPISTOLA AOS
Esta epístola foi certamente dirigida a cristãos hebreus, que habitavam uma região, e haviam formado uma sociedade organizada ou igreja, tendo tido os seus pastores já falecidos, e possuindo agora mestres, a quem por conselho do autor deviam os crentes obedecer. Tem sido geralmente aceita a opinião de que esses cristãos residiam na Palestina, talvez em Jerusalém, ou na Cesaréia - mas alguns críticos julgam que a epístola foi dirigida aos judeus convertidos de Alexandria. Há, também, quem afirme que ela foi destinada aos romanos, que tinham recebido a fé cristã, dizendo outros escritores que era em Antioquia que se achavam aqueles a quem a carta foi primeiramente mandada. Quando e onde foi escrita. Não podemos, de uma maneira determinada, saber quando e onde foi esta epístola escrita. Apenas uma indicação de lugar, e essa duvidosa, nos é dada (13.24): ‘ os da Itália vos saúdam.’ Mas isto pode significar tanto aqueles com quem o escritor vivia em Roma, como certos italianos, que em qualquer parte estivessem com o autor. Com referência à Data da epístola, concorda-se geralmente que foi escrita não depois da destruição de Jerusalém, mas na proximidade desse acontecimento, o autor fala do ritual levítico, como estando ainda em toda a sua força, o seu autor. Com respeito a saber-se quem tenha escrito a epístola, foi sempre, desde os tempos primitivos da igreja, uma coisa muito incerta. Tem sido atribuída a S. Paulo, nas traduções mais antigas. Com respeito à comunidade, à qual foi primeiramente endereçada a epístola, encontram-se nestas pequenas alusões, que podem dirigir, quando não possam inteiramente resolver, a nossa inquirição. Segundo o que se lê em 13.7, parece que se trata de uma sociedade organizada ou igreja, que tivesse existido por algum tempo, tendo os membros dessa igreja os seus mestres, a quem era devida a obediência (13.17). Estas observações, porém, tanto se podem aplicar aos cristãos judeus da Palestina (entre os quais os de Jerusalém ou de Cesaréia), como os da Dispersão. Esta epístola, quanto à sua matéria, pode dividir-se em duas partes principais: a primeira é principalmente doutrinal (1 a 10.18) - a segunda é principalmente prática (10.19 a 13). 1) Na primeira parte prova-se a suprema autoridade e glória da dispensação cristã, fazendo ver quanto é superior o seu Mediador, o Eterno Filho de Deus, aos mediadores do antigo pacto, quer sejam espirituais, como os anjos, quer terrestres, como Moisés. Embora fossem grandes os Seus sofrimentos, e Se humilhasse até à morte, isso, longe de diminuir a Sua glória de Mediador, foi o grande meio de realizar a Sua grandiosa obra de redenção (1 a 4.13). A comparação de Cristo com Moisés e com Josué é seguida de outra com Arão. Primeiramente o autor faz ver que Cristo, como Arão era verdadeiro sacerdote, que Deus nomeou, e verdadeiro representante do homem - e depois se mostra que Jesus Cristo sobrepuja em muito a Arão na qualidade de sacerdote, reproduzindo o mais antigo e mais nobre sacerdócio do rei-sacerdote Melquisedeque. A nova economia, de que Jesus é a Cabeça, invalida e a antiga, provando-se isso com o próprio A.T. E a eficácia intrínseca e perpétua do Seu único sacrifício, como perfeita propiciação pelo pecado, é posta em contraste com a virtude típica e cerimonial daqueles sacrifícios muitas vezes repetidos os quais estavam já terminando (4.14 a 10.18). 2) A argumentação precedente acha-se entremeada de conselhos práticos e avisos solenes. E, na conclusão da epístola, são vivamente exortados os hebreus a continuarem a sua vida de fé com paciência e alegre confiança, no meio de provações presentes. Prova-se que a fé é virtude essencial na participação das prometidas bênçãos de Deus - e é exibida a sua ação e eficácia numa longa linha de heróis, mártires, e confessores, que termina em Jesus, o grandioso exemplar. E são os cristãos hebreus encorajados a sofrer também as suas provações, como sendo um paternal castigo, que devia produzir o mais alto bem. Os gloriosos privilégios do Novo Pacto são apresentados, para fazer conhecer o terrível perigo da apostasia (10.19 a 12). Seguem-se algumas exortações para cumprimento de especiais deveres, preceitos e regras da vida, sendo esta recomendação feita com precipitação paulina. E fecha o escritor a notável epístola à maneira do apóstolo S. Paulo, com uma doxologia e bênção.
HEBRON
Foi o chefe da família dos hebronitas. Deu o seu nome à cidade de Hebron, chamada também Arba, onde estão enterrados os três supremos patriarcas. Abraão tinha comprado uma caverna nesse lugar, para fazer dela o seu sepulcro e o de Sara. Nesta mesma cidade Absalào sagrou-se rei, estando Davi, seu pai, ainda vivo. (Jos 15, 52; Gên 23. 2). Também encontra-se enterrados no local Isaque e Jacó.
HELAM
Campo Próximo ao Jordão. Local onde Davi derrotou 40 mil sírios, matou o grande Seboca e fez um despojo de 700 carros. (2 Rs 10. 17).
HELENISMO
Designa-se por período helenístico. Período da história da Grécia compreendido entre a morte de Alexandre III (O Grande) da Macedónia em 323 a.C. e a anexação da península grega e ilhas por Roma em 147 a.C.. Caracterizou-se pela difusão da civilização grega numa vasta área que se estendia do mar Mediterrâneo oriental à Ásia Central. De modo geral, o helenismo foi a concretização de um ideal de Alexandre: o de levar e difundir a cultura grega aos territórios que conquistava. Foi naquele período que as ciências particulares têm seu primeiro e grande desenvolvimento. Foi o tempo de Euclides e Arquimedes. O helenismo marcou um período de transição para o domínio e apogeu de Roma. Durante o Helenismo foram fundadas várias cidades de cultura grega, entre elas Alexandria e Antioquia, capitais do Egito ptolemaico e do Império Selêucida, respectivamente. A arte helenística encontrava-se ao serviço dos soberanos e das classes sociais mais ricas, apresentando inovações técnicas e temáticas. Na arquitetura se detectou-se uma influência oriental, presente no aparecimento do arco e da abóboda. Vulgarizou-se o uso do capitel coríntio (templo de Zeus Olímpico em Atenas). Os grandes edifícios da era são de natureza secular (teatros, estádios). Pérgamo foi um dos principais centro de produção escultórica. O patético e o teatral estão patentes em obras como Laocoonte, ao mesmo tempo que se nota um revivalismo do idealismo clássico (Vénus de Milo, Vitória de Samotrácia). Como novidade surge a representação da infância, da velhice, da dor, da ira, das diferenças raciais. Outro aspecto explorado nesta era foi a representação de alegorias, como a Tyche de Eutíquides, personificação da cidade síria de Antioquia. A pintura perdeu-se quase na totalidade, sendo apenas certo que neste período começa a representar-se as paisagens.
HELI
Foi o 7º Sumo Sacerdote e sucessor de Aquitob, ou de Ozi. Como tinha demasiada bondade para com os seus filhos, Ofni e Finéias, estes, nos cargos de Juizes, abandonavam-se a todo o gênero de excessos, despojando o povo a seu benefício. Heli, não tendo o ânimo de se opor às suas desordens, Deus tirou da sua família o Supremo Sacerdócio, e permitiu que em uma batalha, na qual foram mortos Finéias e Ofni, e derrotados os israelitas, fosse a Arca do Sen­hor tomada pelos filisteus. Quando soube dessas notícias, Heli caiu de sua cadeira e morreu, (l Rs 1. 1-15).
HELIODORO
Foi o primeiro ministro de Seleuco IV Filopator, rei da Síria, foi por ele enviado para trazer os tesouros do Templo de Jerusalém para Antioquia, mas foi castigado por dois anjos em forma de jovens. Curou-se graças às orações do sumo sacerdote Onias. (2 Mac 3, 1-40).
HELIÓPOLIS
Nome que os gregos davam à cidade egípcia de Iunu ou Iunet Mehet (“O Pilar” ou “Pilar do Norte”). Na Bíblia esta cidade é chamada de On. Capital do XIII nomo do Baixo Egito, foi uma das cidades mais importantes do ponto do vista religioso e político durante a época do Império Antigo. A cidade existia já na época tinita, tendo recebido grandes projetos de construção no Império Antigo e no Império Médio. Hoje em dia esta cidade está praticamente destruída. A divindade principal da cidade era o deus solar Ré, que era adorado no templo principal da cidade. Considerada a mais antiga e mais santa cidade do Egito. José tomou em casamento Asenet, filha de Putifar, membro do colégio dos sacerdotes de Ré, em Heliópolis (Gên 41, 45; 46, 20). Ezequiel profetizou a derrota e escravidão de seus habitantes (Ez 30, 17), e Jeremias talvez se refira a esta mesma destruição (Jer 43, 13).
HEMOR
Príncipe de Siquém. Jacó comprou parte de um campo dos filhos de Hemor. Mais tarde, um dos filhos de Hemor violentou Dina, filha de Jacó, pelo que seus irmãos Simeão e Levi tomaram vingança matando Hemor, seus filhos e muitos habitantes de Siquém, o que conseguiram primeiro simulando acordo com Hemor e seus filhos de que Dina seria dada ao filho em casamento mas com a condição de que os siquemitas, inclusive Hemor e seus filhos, se circuncidassem. No terceiro dia, porém, quando os homens se achavam incapacitados ainda em razão da operação, eles os mataram traiçoeiramente (Gên 33, 19; 34, 1-26). Jacó mais tarde foi enterrado no campo comprado aos filhos de Hemor. Jos 24, 32.
HENOQUE
Nome dado uma das personagens bíblicas mais peculiares e misteriosas das Escrituras. Nasceu, segundo os escritos judeus, na sétima geração depois de Adão, sendo filho de Jarede, e pai de uma outra personagem, Matusalém. De acordo com o relato de (Gênesis, capítulo 5, versos 22-24), Henoque teria sido arrebatado por Deus para que não experimentasse a morte e na certa fosse poupado da ira do dilúvio: “E andou Henoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Henoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.” Há dois aspectos extraordinários no relato de Henoque, enfocados nesses versículos, que não foram enfocados em outras gerações: as indicações do texto de que ele “andou com Deus” e o fato que, supostamente, ele não teria morrido, pois “Deus para si o tomou”. Estes relatos foram a origem de muitas fábulas, lendas e midrashim (estudos rabínicos mais aprofundados) de sábios judeus ao longo de séculos. Muitos deles se incomodaram muito pelo fato que Enoque “só” vivera 365 anos, uma curta duração de vida para sua época, de acordo com o livro de Gênesis.
HENZER
Príncipe e pai de Siquém. Vendeu uma terra a Jacó por cem cordeiros. (Gên 33, 13).
HELMODEBLATAIM
Foi o 40a acampamento dos Judeus. Local onde edificaram-se uma cidade pertencente à tribo de Rúben. (Num 33, 36).
HERMAS
Nome de uma pessoa, a quem Paulo se refere nas suas saudações (Rm 16.14). Ainda que o nome seja de origem grega, trata-se de um cristão, residente em Roma - e, na verdade, o maior número dos primitivos cristãos em Roma parece que falavam grego. o Pastor de Hermas, uma obra do meado do segundo século, já lhe tem sido atribuída, mas erradamente. Ele é considerado como santo na igreja de Roma, sendo a sua festa no dia 9 de maio.
HERMES
Um cristão grego de Roma que foi saudado por Paulo. Tanto este homem como Hermas eram chefes de famílias cristãs, e pessoas de influência na igreja (Rm 16.14). Segundo a opinião de alguns teólogos, foi Hermes um dos setenta discípulos, e mais tarde bispo de Dalmácia. Ele é um dos santos do calendário grego, e a sua festa é celebrada em 8 de abril.
HERMÓGENES
Tendo seguido algum tempo a S. Paulo o abando­nou para pregar erros e negar a ressurreição dos monos. Foi Bispo de Mégara. (2 Tím l, 15).
HERMOM, MONTE
Domina-se a terra Santa, vendo-se o seu diadema de neve e a sua crista acima das alturas, que estão em volta. Para a Síria antiga, era este monte o lugar santo da sua religião, o mais alto de todos os lugares altos de Baal - para Israel, já prevenido contra a idolatria, que se praticava sobre os altos outeiros, pouco mais era do que a fronteira natural do norte, na Terra Prometida - mas para o cristão voltou a possuir alguma coisa da sua antiga santidade, e num sentido mais nobre, visto ter sido aquele o monte, perto de Cesaréia de Filipe, para onde Jesus se retirou por algum tempo, e onde Jesus Se transfigurou diante dos Seus discípulos. Era o monte Hermom a grande baliza dos israelitas: constantemente se fala dele como sendo o seu limite setentrional, os hebreus conquistaram toda a terra, desde o rio Arnom até ao monte Siom ‘que é Hermon’ (Dt 4.48). Era o ponto do norte, como o era também o Monte Tabor - ‘o Tabor e Hermom exultam em teu nome’ (Sl 89.12). Por outros nomes era conhecido o Hermom, sendo o mais antigo o de Siom (Dt 4,48), o seu orvalho é tão abundante que as tendas dos viajantes aparecem molhadas, como se sobre elas caíssem grandes gotas de água, os fenícios chamavam-lhe Siriom, mas os amorreus conheciam-no pelo nome de Senir (Dt 3.9), palavras que têm a mesma significação de esplendor, o que se explica por ser raro ver o monte sem a sua brilhante coroa de neve. Sobre o mais alto dos três cimos podem ser descobertos os restos do antigo templo de Baal, constando de pedras que podem formar quase um círculo, dentro do qual se acham as ruínas de um templo. Foi este, talvez, destruído pelos israelitas, em obediência a esta ordem: ‘Destruireis por completo todos os lugares, onde as nações... serviram os seus deuses, sobre as altas montanhas’ (Dt 12.2). Desta altura podiam os sacerdotes de Baal obter uma vista clara do curso do Sol. Tão importante era o monte Hermom para os antigos idólatras, que eles rodeavam a sua base de templos, estando todos eles voltados para o cume. Era esse lugar, para eles, um grande santuário, como também o foi Jerusalém para os judeus, e Meca para os muçulmanos. Ainda hoje conserva o seu nome Harmum ou Hermum.
HERODES AGRIPA I
Filho de Aristóbulo e Berenice e neto de Herodes, o Grande. Foi feito tetrarca das províncias outrora ocupadas por Lisâneas II e, nos últimos tempos, possuiu todo o império do seu avô - Herodes, o Grande - com o título de rei. Mandou matar o apóstolo Tiago e colocou Pedro na prisão (Lc 3:1; At 12:1-19). No segundo dia de uma festa dada em honra do imperador Cláudio, ele apareceu no grande teatro de Cesaréia. “O rei apareceu vestido com magníficos trajes, onde a prata era abundante. O incidente deu-se durante o dia e os raios do sol, ao baterem no rei, fizeram com que os olhos dos espectadores se ofuscassem com o brilho que o rodeava. Vozes por aqui e por ali exclamaram que se tratou da aparição de algo divino. E quando ele falou para o povo, eles gritaram, dizendo: ‘É a voz de um deus e não a de um homem.’ Mas a meio desta ostentação idólatra, o anjo de Deus rapidamente o castigou. Levaram-no dali quase moribundo.” Morreu (44 d.C.) da mesma doença que matou o seu avô (At 12:21-23), com 54 anos de idade, tendo reinado durante quatro anos como tetrarca e três como rei de toda a Palestina. Após a sua morte, o seu reino passou a ser controlado pelo Perfeito da Síria e a Palestina foi totalmente incorporada no império.
HERODES AGRIPA II
Filho de Herodes Agripa I e Cipros. O imperador Cláudio fê-lo tetrarca das províncias de Filipos e Lisâneas, concedendo-lhe o título de rei (At 25:13; At 26:2,7). Aumentou a cidade de Cesareia Filipe e chamou-lhe Nerónias, em honra de Nero. Foi perante ele e perante a sua irmã que Paulo proferiu a sua defesa em Cesareia (At 25:12-27). Morreu em Roma no ano 100 d.C., no ano terceiro do imperador Trajano.
HERODES ARQUELAU
Irmão de Antipas (Mt 2:22).
HERODES, ANTIPAS
Quando morreu Herodes,o Grande, foi Antipas o governador da Galiléia e da Pérsia. A sua principal obra foi a edificação de Tiberíades à beira do mar da Galiléia, segundo os modelos gregos. Foi Antipas aquele de que Jesus falou, chamando-lhe ‘raposa’ - e foi a esse mesmo dominante que Jesus foi mandado por Pilatos para julgamento. O seu casamento com Herodias, mulher de seu irmão Filipe, só lhe causou perturbações e inquietações. Teve guerra com o pai da sua legítima e repudiada mulher, que era filha de Aretas, rei da Arábia, sendo derrotado. E a ambição de Herodias fez que Herodes Antipas fosse, por fim, privado dos seus domínios e mandado para o exílio. A sua conduta com João Batista é bem conhecida, não sendo preciso mencionar-se neste lugar (Mt 14.1 a 6 - Mc 6.14 a 22 - 8.15 - Lc 3.1,19 - 8.3 - 9.7,9 - 13.31 - 23.7 a 15 - At 4.27 - 13.1). A respeito dos outros membros da família herodiana, vede Herodias, Agripa, Berenice, Arquelau, Drusila, Salomé.
HERODES FILIPE I
Filho de Herodes, o Grande e de Mariana, a filha de Simão, o sumo sacerdote (Mc 6:17). Distingue-se de um outro Filipe chamado “o tetrarca”. Viveu em Roma com a sua mulher Herodias e a sua filha Salomé.
HERODES FILIPE II
Filho de Herodes, o Grande e de Cleopatra de Jerusalém. Foi “tetrarca” de Betânia, Itureia, Traconite e Auranite. Reconstruiu a cidade de Cesaréia Filipe, dando-lhe o seu próprio nome, para a distinguir de Cesaréia, situada na costa marítima, que era a sede do governo romano. Casou-se com Salomé, a filha de Herodias (Mt 16:13; Mc 8:27; Lc 3:1).
HERODES, O GRANDE
Filho de Antipater, nomeado procurador da Judéia por Júlio César, no ano 47 a.C. - e foi o próprio Herodes feito tetrarca por Antônio no ano 40 a.C. Quando Marco Antônio foi derrotado por Augusto na batalha de Actium, no ano 31 a.C., não perdeu Herodes tempo, indo logo ter com o conquistador, que lhe confirmou a posse de todo o reino dos macabeus, dividido em cinco distritos: Judéia, Samaria e Galiléia ao ocidente do Jordão - Peréia e Iduméia ao oriente. Herodes, sendo idumeu, era descendente dos edomitas, o seu governo foi assinalado por extraordinários contrastes. Dum lado procurou agradar aos judeus, alargando, fortificando, e embelezando a cidade de Jerusalém. Por outro lado era sua intenção firme ‘romanizar’ o povo. E então levantou um anfiteatro na cidade santa, instituiu jogos públicos, reedificou Samaria, dando-lhe o nome de Sebasta (Augusta), e construiu nesta cidade e na Cesaréia de Filipe suntuosos templos em honra do imperador. Quando uma terrível fome se manifestou na Judéia e Samaria (25 a.C.), Herodes não se furtou a despesas para diminuir o mal, contribuindo com o ouro e a prata dos seus palácios para abastecer o país com trigo, que veio do Egito em navios. Finalmente, para coroar os seus esforços em benefício do povo, ele começou, no décimo-oitavo ano do seu reinado (20 a.C.), a reconstrução do templo em grandiosa feitura. ‘Em quarenta e seis anos foi edificado este Santuário’ (Jó 2.20), assim se dizia muito depois da sua morte - e, todavia, não se achava ainda completado em todas as suas particularidades. Não obstante tudo isto, a desenfreada ambição e a implacável crueldade do rei deram-lhe lugar entre os piores tiranos de todos os tempos. Para ter completamente desembaraçado o caminho do trono, mandou matar o venerável Hircano (31 a.C.). Mariana, sua mulher, e os seus dois filhos, foram depois disso vítimas da sua insensata desconfiança. Além disso ordenou, estando já gravemente enfermo, e execução de Antipater, seu filho também, mas de outra mulher. E já próximo da morte, mandou que os anciãos das principais cidades judaicas fossem encerrados no anfiteatro, para serem assassinados na ocasião em que saísse dele o último suspiro de vida, pois queria ‘que ao menos pudesse haver algumas lágrimas no seu funeral’. Felizmente houve a sensatez de não se cumprir tal ordem! Foi pouco tempo antes da sua morte que Jesus Cristo nasceu em Belém - a matança dos inocentes estava realmente em conformidade com o caráter deste rei, sendo ele um homem tão cruel, ciumento, e arrebatado.
HERODÍADES
Foi neta de Herodes, o Grande e irmã de Herodes Agripa I, rei da Judéia. Herodíade era filha de Berenice e de Aristóbulo IV (filho de Herodes). Teve como primeiro marido o seu meio-tio por parte de pai Herodes Filipe, com o qual teve uma filha, Salomé. Contudo, Herodíade separou-se deste marido para casar com outro meio-tio, Herodes Antipas; este para poder casar com Herodíade, teve que se divorciar da sua primeira esposa, Fasaelia, filha do rei nabateu Aretas IV. A união foi condenada por João Baptista e gerou animosidade entre o povo, que acusou o casal de incesto. Nos Evangelhos de Marcos e Mateus, a execução de João Baptista é atribuída à intervenção de Herodíade e da sua filha. Durante uma festa de anos de Herodes Antipas, Salomé realizou uma dança que o entusiasmou ao ponto deste prometer dar-lhe o que ela entendesse. Salomé consultou então a mãe e pediu a cabeça de João Batista. Herodes Antipas atendeu ao pedido e Salomé entregou a cabeça à sua mãe. O historiador judeu Flávio Josefo refere-se à morte de João Batista, mas nada diz sobre o episódio do banquete nem sobre a actuação conjunta de Herodíade e Salomé, fazendo de Antipas responsável pela morte de João. Herodíade teria incitado o seu marido a ir a Roma procurar uma dignidade semelhante à de Herodes Agripa I, que tinha servido Roma por menos tempo. Herodes Agripa enviou uma carta ao imperador Calígula na qual acusava Antipas de participar num plano para matar o imperador Tibério. Assim, em vez de o promover, Calígula ordenou o exílio de Herodes Antipas para o sul da Gália. A Herodíade foi oferecida a possibilidade de não ser exilada e de manter os seus bens, mas esta recusou a proposta e acompanhou o marido para Lugdunum. A partir de então não se sabe mais sobre Herodíade. (Mc 16. 14-29).
HERODIANOS
1) Partido político que favorecia a autoridade dos Herodes, sob o governo de Roma, os seus membros mostraram forte hostilidade para com Jesus Cristo, em diversas ocasiões (Mt 22.16 - Mc 3.6 - 12.13). Nestas questões eram partidários dos fariseus e dos saduceus. Que esta liga era apenas uma coisa acidental, sendo a conseqüência de julgarem ser necessário combater o perigo comum, parece deduzir-se de raras vezes fazer-se menção dos herodianos, o seu fim político era a fundação de um independente império judaico, governado por Herodes, servindo-lhes de proteção a soberania de Roma até que fossem bastante fortes para poderem sacudir o odiado jogo. 2) Grupo de judeus que se opunham a Jesus e apoiavam os Herodes, linhagem de reis judeus dos dias de Jesus. Favoreciam o governo de Roma, de onde provinha a autoridade deles.
HERODIÃO
Um cristão de Roma que Paulo saúda e chama seu “parente” (Rm 16:11).
HEROOM
Cidade do Egito, até a qual se adiantou José, para receber a seu pai. Jacó. (Gên 46, 29).
HESBOM
Cidade principal de Seom, rei dos amorreus (Nm 21.26 - Dt 4.46). As suas ruínas ainda se podem ver numa colina que está na orla ocidental de uma alta planície: 33 km ao oriente da extremidade norte do mar Morto, nos confins de Rúben e Gade. Foi conquistada por Moisés (Nm 21.21 a 26), e cedida a Rúben (Nm 32.27) que a mandou reedificar, sendo depois transferida a sua posse para o ramo merarita dos levitas (Js 21.39). Mais tarde os moabitas (Nm 21.26) retomaram-na (Is 15.4), e também os amonitas (Jr 48.2). Ainda se acham, nas ruínas de Hesbom, cisternas e depósitos de água (Ct 7.4).
HESER
Cidade da tribo de Judá, que Salomão reedificou. (2 Rs 19. 15).
HETE
Foi o tronco do povo heteu (Gn 10.15 -1 Cr 1.13). Foi o segundo filho de Canaã, e habitava ao sul da Terra Prometida. Hebrom no tempo de Abraão, era povoado pelos filhos de Hete.
HETEUS
Eram os descendentes de Hete, filho de Canaã. Até há poucos anos pouco se sabia a respeito dos heteus. Alguns críticos, afirmando que os heteus não eram mais que uma pequena raça de pouca importância, falavam deste povo como querendo negar o caráter histórico de (2 Rs 7.6): ‘Eis que o rei de Israel alugou contra nós os reis dos heteus e os reis dos egípcios, para virem contra nós.’ Mas as descobertas que se têm feito justificam amplamente a narrativa bíblica. Sabe-se já que os heteus constituíam um poder notável. Não muitos séculos antes do tempo do profeta Eliseu tinham disputado o império da Ásia ocidental aos egípcios - e, ainda que o seu poder havia declinado nos dias de Jorão, eram eles ainda formidáveis inimigos e úteis aliados, podendo comparar-se o seu domínio com o dividido reino do Egito, sendo o seu reino mais poderoso que o de Judá. Depois disto é que se não fala mais deste povo no A.T. Ele tinha chegado ao auge da grandeza, quando não estava ainda fundada a monarquia de Israel, ou mesmo antes de terem os israelitas conquistado a terra de Canaã, os heteus, a cujos príncipes e cidades se referem os posteriores livros históricos do A.T., estavam estabelecidos ao norte, sendo Hamate e Cades nas margens do orontes os pontos mais meridionais. Mas o Gênesis fala de outros heteus (Gn 15.20). Abraão comprou a um heteu a cova de Macpela (Gn 23.10), e as duas mulheres de Esaú eram ambas daquele povo (Gn 26.34). Deve ser a estes heteus do sul que se refere a lista de (Gn 10.15), e só assim se pode explicar a passagem de (Ez 16.3,45), que ‘o pai’ de Jerusalém ‘era amorreu’, e a sua ‘mãe hetéia’, o profeta atribui a fundação de Jerusalém aos amorreus e aos heteus. Por conseqüência, os jebuseus, de cujas mãos a cidade foi arrancada por Davi, devem ter pertencido a uma ou a outra destas duas grandes raças, provavelmente a ambas, porque as duas nações estavam estreitamente entrelaçadas, os heteus eram um povo feio, de pele amarela, estando as suas feições mongólicas fielmente reproduzidas nos seus próprios monumentos e nos do Egito, os seus olhos eram escuros, e tinham o cabelo preto formado em rabichos. Eram pessoas acaçapadas e fortes, ao contrário dos amorreus, que eram altos e de boa presença, com olhos azuis e cabelo louro. A colônia dos heteus na Palestina limitava-se a um pequeno distrito, nas montanhas de Judá: a sua força nacional existia bem longe, ao norte, o povo dos amorreus era mais antigo, e foi entre uma parte deste que se estabeleceram os heteus, unindo-se com aqueles por casamentos recíprocos - mas não se sabe em que tempo foi isso Fora das narrações bíblicas, tudo o que se conhece deste misterioso império dos heteus é fruto das investigações feitas nos monumentos do Egito e da Assíria, e dos estudos das inscrições encontradas nas ruínas da Ásia Menor, o centro do seu poder setentrional. Sabemos pelas tabuinhas de Tel el Amarna que, estando o Egito enfraquecido, se apoderaram os heteus gradualmente dos seus postos avançados, até que, por fim, se acharam na fronteira setentrional da Palestina, sendo então o seu poder igual ao dos egípcios, que afinal foram obrigados a ceder aos heteus a Síria do norte. E assim, das suas primitivas habitações eles se foram estendendo, para o oriente, até ao rio Eufrates, em cujas margens estava Carquemis, a sua capital, e, para o ocidente, até ao mar Egeu, sendo a Capadócia o seu limite ao norte, e ao sul as tribos de Canaã. Pelo século 12 a.C. eram ainda os heteus suficientemente fortes, para conterem os avanços dos reis assírios. Mas a esse tempo já não era um só o seu imperante. Depois, por mais de 200 anos, são silenciosas as inscrições. E é neste período de tempo que se forma o reino esplendoroso de Davi e de Salomão, aparecendo depois da separação das dez tribos de Israel o poder de Damasco, os heteus conservaram Carquemis, até que esta cidade foi conquistada por Sargom, imperador da Assíria, em 717 a.C. A principal divindade dos heteus era a Terra, ou a ‘Grande Mãe’, apresentando cada cidade ou Estado uma forma especial daquela deusa.
HESMONE
Cidade no sul de Judá, perto de Berseba (Js 15:27);
HETLOM
Local mencionado na visão de Ezequiel como sendo o limite norte do Israel restaurado (Ez 47:15; Ez 48:1);
HEVEUS
Os heveus (descendentes dos cananeus, Gn 10.17) acham-se especialmente associados com os amorreus. Eles representam uma população mista de amorreus e cananeus, a qual vivia na vizinhança da grande fortaleza dos amorreus. Segundo se lê em Josué (11.3), o povo heveu existia ao pé de Hermom: ‘habitavam nas montanhas do Líbano, desde o monte de Baal-Hermom, até à entrada de Hamate’ (Jz 3.3). Há mais referências a este povo, como vivendo mais ao sul, em Gibeom (Js 9.7), e em Siquém (Gn 34.2), tendo também o nome de amorreus em outras passagens (2 Sm 21.2 - Gn 48.22). Podem, portanto, ser considerados predominantemente amorreus de raça, e descendentes de Canaã (Gn 10.17). Eles habitavam Siquém quando Jacó voltava a Canaã, sendo governados pelo seu príncipe Hamor (Gn 34.2) - foram vítimas dos cruéis e vingativos filhos de Jacó, os gibeonitas eram também heveus (Js 11.19). Eles tomaram dos cananeus o costume de fazerem as suas reuniões às portas das cidades. Eram um povo pacífico quanto à sua disposição e maneiras.
HEZEQUIAS
1) Um dos que selou o concerto (Ne 10:17). 2) Um antepassado do profeta Sofonias (Sf 1:1).
HEZIOM
Pai de Tabrimom e avô de Bene-Hadade, rei da Síria (1Rs 15:18).
HEZIR
1) Um dos que selou o concerto de Neemias (Ne 10:20). 2) Chefe da 17ª turma de sacerdotes (1Cr 24:15)
HEZROM
1) Filho de Perez, e antepassado de Davi (Gn 46.12 - Nm 26.21). 2) Filho de Rúben, e tronco da família dos hezronitas (Gn 46.9 - Êx 6.14 - Nm 26.6 - 1 Cr 5.3). 3) Um lugar na fronteira meridional de Judá (Js 15.4). 4) Povoação ao sul de Judá, também chamada Hazor (Js 15.25).
HIDÉQUEL
O nome hebraico do rio Tigre, chamado Idigna em sumério; Idiqlat em textos assírios e Tigra em persa antigo, onde os gregos foram buscar os nomes Tigres e Tigris. Um dos rios que segundo Gênesis saía do jardim do Éden (Gn 2:14). No entanto, não se pode afirmar que a sua localização atual era a mesma que a anterior ao Dilúvio.
HIEL
Um nativo de Betel, que reconstruiu Jericó cerca de 700 anos após a sua destruição pelos Israelitas. A maldição proferida por Josué (Js 6:26) caiu sobre ele. Ao colocar a fundação da cidade, o seu primeiro filho morreu e ao colocar os portões, morreu o seu filho mais novo (1Rs 16:34), ou seja, durante o processo da obra, todos os seus filhos morreram.
HIERÁPOLIS
Cidade a sudoeste da Frígia, numa extremidade do vale do rio Lycus, não muito longe da sua confluência com o rio Meandro. Foi fundada provavelmente por Eumenes II (197-160 AC), rei de Pérgamo, tornando-se parte da província romana da Ásia depois de 133 AC. Hierápolis deve o seu nome, que significa “cidade santa”, aos banhos de águas tépidas que contêm vários minerais e são consideradas como possuindo efeitos curativos. A sua principal deusa era a síria Atargatis. De acordo com (Cl 4:13), foi ali fundada uma igreja no início da era cristã. As impressionantes ruínas da antiga cidade testemunham da sua anterior importância.
HILQUIAS
1) Pai de Eliaquim, oficial de Ezequias (2 Rs 18.18). 2) Sumo sacerdote no reinado de Josias, rei de Judá (2 Rs 22.4), os notáveis acontecimentos que ocorreram durante a sua vida sacerdotal, tornaram-no superior a outros sacerdotes. Ele auxiliou a grande reforma de Josias, e a celebração da Páscoa em conformidade com a vontade do rei, e descobriu no templo o livro da Lei de Moisés (1 Cr 6.13 - 2 Cr 34.14 - Ne 11.11). 3) Um levita (1 Cr 6.45). 4) Outro levita (1 Cr 26.11). 5) Um sacerdote contemporâneo de Esdras (Ne 8.4 - 12.7,21). 6) Pai de Jeremias (Jr 1.1). 7. Pai de Gemarias (Jr 29.13).
HIMENEU
Um homem convertido ao Cristianismo pelas pregações de Paulo. Mais tarde caiu naquela heresia, segundo a qual a ressurreição já estava realizada (2 Tm 2.17). Ele, como se diz em (1 Tm 1.20), foi entregue a Satanás, o que, segundo parece, quer dizer que foi privado da comunhão dos fiéis.
HIPOCRISIA, HIPÓCRITA
Estas palavras são derivadas do grego, significando um hipócrita aquele que faz o papel de ator no teatro. Nas referências do A.T. as palavras hebraicas fazem supor que se trata de uma profanação ou de uma pessoa profana. No N.T. a palavra emprega-se para significar, algumas vezes, uma hipocrisia consciente (Mt 6.16) - e outras, inconsciente (Mt 7.15).
HIRÃO
1) Geralmente conhecido por “Hurão”, é um dos filhos de Belá (1Cr 8:5). 2) Também “Hurão” e “Horão”, foi rei de Tiro. Fez uma aliança com Davi e ajudou-o na construção do seu palácio, enviando-lhe homens capazes e também cedros e abetos do Líbano (2Sm 5:11; 1Cr 14:1). Depois da morte de Davi, fez uma aliança semelhante com Salomão e ajudou-o grandemente na construção do templo (1Rs 5:1; 1Rs 9:1; 2Cr 2:3). Tomou também parte no comércio que Salomão manteve nos Mares Orientais (1Rs 9:27; 1Rs 10:11; 2Cr 8:18; 2Cr 9:10). 3) O “homem sábio” que Hirão enviou a Salomão. Era filho de uma viúva de Dã, tendo o seu pai nascido em Tiro. Em 2Cr 2:13, menciona-se o nome “Hurão Abiú, sendo “Abiú” visto como um nome próprio, ou talvez seja apenas um título de distinção dado a Hurão e equivalente a “mestre” (compare com 1Rs 7:14; 2Cr 4:16). Foi ele que projetou as magníficas obras de bronze para o templo de Salomão, fundindo-as na terra argilosa da campina do Jordão, entre Sucote e Zereda.
HISSOPO
Palavra adotada pelo povo hebreu, o hissopo é, provavelmente, a manjerona, um pequeno arbusto que tem de altura cerca de 45 centímetros, com hastes direitas, delgadas e providas de folhas, possuindo além disso grandes espigas de pequenas flores. Tem um aroma picante, e nasce em muitos lugares, mesmo nos muros (1 Rs 4.33). (Êx 12.22 - Lv 14.4 - Jó 19.29 - Hb 9.19.) Como as hastes da manjerona (e muito mais da alcaparra) são muito mais flexíveis, tem-se julgado também que em (Jó 19.29) está empregada a palavra ‘hissopo’ por ‘hissos’, a lança curta dos romanos.
HISTÓRIA BÍBLICA
A Bíblia, um livro que tem continuado vivo através dos séculos e indispensável aos Servos do Rei, é o tema deste comentário. O termo Bíblia tem origem no grego “Biblos” e somente foi usado a partir do ano 200 dC pelos cristãos é um livro singular, inspirado por Deus, diversos Escribas, Sacerdotes, Reis, Profetas e Poetas (2º Tm 3.16; 2º Pe 1.20,21) a escreveram, num período aproximado de 1.500 anos, foram mais de 40 pessoas e notadamente vê-se a mão de Deus na sua unidade. Estes textos foram copiados e recopiados de geração para geração em diversos idiomas, tais como: Hebraico, Aramaico e grego; até chegar a nós. Verificou-se através do Método Textual, que 99% dos textos mantêm-se fiel aos originais, é certamente uma obra divina, levando em consideração os milhares de anos entre a escrita e nossos dias. As partes mais antigas das Escrituras encontradas são um pergaminho de Isaías em hebraico do segundo século aC, descoberto em 1947 nas cavernas do Mar Morto e um pequeno papiro contendo parte do Livro de João 18.31-33,37,38 datados do segundo século dC. A Bíblia em sua forma original é desprovida das divisões de capítulos e versículos. Para facilitar sua leitura e localização de “citações” o Prof. Stephen Langton, no ano de 1227 dC a dividiu em capítulos. Até o ano de 1551 dC não existia a divisão denominada versículo. Neste ano o Sr. Robert Stephanus chegou a conclusão da necessidade de uma subdivisão e agrupou os texto em versículos. Até a invenção da gráfica por Gutenberg, a Bíblia era um livro extremamente raro e caro, pois eram todos feitos artesanalmente (manuscritos) e poucos tinham acesso às Escrituras. O povo de língua portuguesa só começaram a ter acesso à Bíblia de uma forma mais econômica a partir do ano de 1748 dC, quando foi impressa a primeira Bíblia em português, uma tradução feita a partir da “Vulgata Latina”. É composta de 66 livros, 1.189 capítulos, 31.173 versículos, mais de 773.000 palavras e aproximadamente 3.600.000 letras. Gasta-se em média 50 horas (38 VT e 12 NT) para lê-la ininterruptamente ou pode-se lê-la em um ano seguindo estas orientações: 3,5 capítulos diariamente ou 23 por semana ou ainda, 100 por mês em média. Encontra-se traduzida em mais de 1000 línguas e dialetos, o equivalente a 50% das línguas faladas no mundo. Há uma estimativa que já foi comercializado no planeta milhões de exemplares entre a versão integral e o NT. Mais de 500 milhões de livros isolados já foram comercializados. Afirmam ainda que a cada minuto 50 Bíblias são vendidas, perfazendo um total diário de aproximadamente 72 mil exemplares!
HITITAS
Povo indo-europeu que, no II milénio a.C., fundou um poderoso império na Anatólia central (atual Turquia), cuja queda data dos séculos XIII-XII a.C.. Em sua extensão máxima, o Império Hitita compreendia a Anatólia, o norte e o oeste da Mesopotâmia até a Palestina. A Bíblia se refere aos “ Hititas” em diversas passagens. Em Gêneses 10:15 (a tabela das nações) há a citação do primeiro antepassado dos hititas, “Hete”. Filho de Canaã. Os Hititas são contados desse modo entre os Cananeus. São descritos geralmente como pessoas que viveram entre os Israelitas entretando possuiam seus próprios reis, e eram suficientemente poderosos para pôr um exército sírio em fuga segundo o registro bíblico.
HOÃO
Rei de Hebrom que se juntou à confederação de reis que se formou contra Gibeão. Ele e os seus aliados foram derrotados (Js 10:3, 5, 16-27).
HOBABE
Era o sogro de Moisés,ou o seu cunhado. Em (Nm 10.29) é ele chamado o filho de Revel, que se acha identificado com Jetro em (Êx 2.18), comparando-se esta passagem com 3.1. As palavras de (Jz 4.11) são em favor da identificação de Hobabe com Jetro.
HODIAS
1) Um levita que selou o concerto (Ne 10:18). 2) Um dos levitas que assistiu Esdras, quando este abriu os livros da lei perante o povo (Ne 8:7; Ne 9:5).
HOFNI
Um dos filhos de Eli, o sumo sacerdote (1Sm 1:3; 1Sm 2:34) que, por causa da sua muita idade, renunciou a seu favor. Por causa da sua conduta escandalosa, fizeram cair uma maldição sobre a casa de seu pai (1Sm 2:22,12-36; 1Sm 3:33). Por causa da sua maldade, foi chamado “filho de Belial”, isto é, homem sem valor (1Sm 2:12). Ambos morreram numa desastrosa batalha contra os filisteus em Afeque (1Sm 4:11).
HOFRA
Rei do Egito (591-572 a.C.) no tempo de Zedequias, rei de Judá (Jr 37:5; Jr 44:30; Ez 29:6,7).
HOGLA
Uma das filhas de Zelofeade, o gileadita, a quem Moisés atribuiu uma parte das heranças (Nm 26:33; Nm 27:1; Nm 36:11).
HOLON
1) Cidade em Moabe, (Jr 48:21). 2) cidade na região montanhosa de Judá (Js 15:51) atribuída aos sacerdotes (Js 21:15). Em (1Cr 6:58) é chamada Hilém.
HOMICÍDIO
Consiste no ato de uma pessoa matar outra. É um dos pecados considerados pela Igreja desde os primeiros séculos cristãos, como crimes especialmente graves, já que privam da vida, o maior bem do homem.
HOREBE
Uma terra deserta, o mesmo monte sagrado, que em outros lugares se chama Sinai. Foi aqui que Moisés viu a sarça ardente (Êx 3.1) - que a rocha foi ferida para dela sair água para os israelitas (Êx 17.6) - e que os israelitas acamparam por onze meses, e receberam a Lei (Dt 1.2 e seguintes - 4.10 a 15 - e seguintes capítulos). E foi também neste lugar que os hebreus provocaram o Senhor, fazendo e adorando o bezerro de ouro (Êx 33.6). Horebe não é mencionado nas referências do N.T.
HOREUS
Habitantes da caverna, os primitivos habitantes do monte Seir, aliados dos emins e refains (Gn 14.6). Tinham os seus príncipes, e eram poderosos antes de Esaú ter conquistado o seu país, os horeus e os edomitas parece terem sido mais tarde um só povo (Dt 2.12,22 - Jz 5.4). As cavernas da sua habitação ainda hoje se vêem nas colinas arenosas, e nas montanhas de Edom.
HOR-HAGIDGADE
Local no deserto onde os israelitas acamparam (Nm 33:32); não identificado com toda a certeza. É chamado Gudgode (Heb. Gudgodah) em Dt 10:7.
HORMÁ
Era a cidade real dos cananeus, que foi conquistada por Josué (Nm 21.3), e cedida a Simeão. Chamava-se, em tempos primitivos, Zefate (Jz 1.17). Até ali chegaram aqueles israelitas, que prematuramente tencionavam ocupar a terra (Nm 14.45 - Dt 1.44).
HORONAIM
De acordo com algumas versões, esta é a designação de uma determinada estrada (2Sm 13:34).
HOSAMA
Um dos filhos de Jeconias ou Joaquim, rei de Judá (1 Cr 3.18). Nada se diz a respeito dos filhos de Jeconias, quando se descreve a prisão de seu pai por Nabucodonozor, embora sejam mencionadas as suas mulheres e a sua mãe. Deve-se notar que o que está escrito em (Jr 22.30) não é uma predição de que nenhum deles seria rei.
HOSANA
A saudação de numerosas pessoas, que viram passar o Salvador, na ocasião da sua entrada triunfal em Jerusalém. Era uma forma de louvor, muito conhecida entre os judeus (Mt 21.9,15 - Mc 11.9,10 - Jó 12.13). o Salmo 118, do qual foi tirada a exclamação hosana, era familiar aos israelitas, e mesmo às crianças, pois que os versos 25 e 26 eram recitados na festa dos Tabernáculos, sendo então, também, cantado o grande Hallel (Sl 113 a 118) por um dos sacerdotes - e em certos intervalos as multidões agitavam os seus ramos de salgueiro e de palmeira, gritando hosana ou aleluia. No decorrer do tempo os ramos de salgueiro se chamaram hosanas, e o sétimo dia da festa era denominado a grande hosana.
HOSPITALIDADE
Conceder hospitalidade é um dever, reconhecido tanto no Antigo como no Novo Testamento. Era uma virtude patriarcal (Gn 18.3) - estava prescrita na Lei (Lv 19.33,34) - implicava responsabilidade pela segurança do hóspede (Gn 19.6 a 8) - e a sua violação tinha mais importância que um caso meramente pessoal (Jz 19 e 20). Ser hospitaleiro é considerado um dever cristão (Rm 12.13 - Hb 13.2 - 1 Pe 4.9), mais especialmente no caso de um bispo ou um superintendente (1 Tm 3.2). As circunstâncias em que se achava a igreja Primitiva tornavam os cristãos particularmente dependentes de tal auxilio.
HÓSTIA
Celebração em memória da morte sacrificial e ressurreição de Jesus Cristo. Também é denominada “comunhão”, “ceia do Senhor”, “primeira comunhão”, “santa ceia”, “refeição noturna do Senhor” ou “comemoração da morte de Cristo”. O evangelista Lucas registrou esse mandamento da seguinte forma: “E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança [ou Novo Pacto] no meu sangue derramado em favor de vós.” (Lucas 22:19-20) É a celebração nas Igrejas Cristãs no qual o cristão recebe o pão e o vinho, repetindo o que Cristo fez na sua Última Ceia, antes de ser entregue aos romanos por Judas Iscariotes, conforme a narração dos Evangelhos. Na ocasião, compartilhou com seus apóstolos pão e vinho, na época da celebração da Páscoa judaica (com pães ázimos), dizendo a eles “Tomai todos e comei, isto é o meu corpo que será entregue (...) Tomai todos e bebei, isto é o meu sangue (...) Fazei isto em memória de mim”. (Mateus 26;26-29, Marcos 14:22-25, Lucas 22:19-20, I Coríntios 11:23-26).
HORTELÃ
Diversas espécies desta planta, que se usa como condimento, cultivam-se na Palestina. A única menção que desta planta se faz na Bíblia é uma referência à escrupulosidade ostentosa e hipócrita dos fariseus, quando pagavam o dízimo das mais pequenas plantas dos seus jardins (Mt 23.23 - Lc 11.42).
HUCOQUE
Cidade na fronteira de Naftali (Js 19:34).
HUL
Segundo filho de Arã (Gn 10:23) e neto de Sem.
HULDA
Uma profetiza, mulher de Salum. Foi consultada por causa do “livro da lei” descoberto pelo sumo sacerdote Hilquias (2Rs 22:14-20; 2Cr 34:22-28). Morava naquela parte de Jerusalém chamada Mishneh (“o colégio” ou “a segunda parte”), que alguns supõem ser o subúrbio entre o muro interior e exterior, a segunda cidade ou a cidade mais baixa. Miriã (Ex 15:20) e Débora (Jz 4:4) são as únicas outras mulheres que utilizam o título de “profetiza”, pois a palavra em Is 8:3 apenas significa a mulher do profeta.
HUNTA
Local na região montanhosa de Judá, perto de Hebrom (Js 15:54)
HUR
1) Marido de Miriã, irmã de Moisés (Ex 17:10-12). Juntamente com Aarão, ficou a tomar conta do povo, quando Moisés se ausentou para o Sinai (Ex 24:14). É provável que fosse da tribo de Judá e avô de Bezaleel (Ex 31:2; Ex 25:30; 1Cr 2:19). 2) Filho de Caleb (1Cr 2:19,50; 1Cr 4:1,4; compare com 2Cr 1:5).
HUSAI
“O arquita”, “o amigo do rei” (1Cr 27:33). Quando Davi foge de Jerusalém por causa da rebelião de Absalão e atinge o cume do Olivete, aí encontra Husai, a quem enviou de volta a Jerusalém, a fim de neutralizar a influência de Aitofel, que se juntara a Absalão (2Sm 15:32,37; 2Sm 16:16-18). Foi por causa do seu conselho que Absalão não perseguiu logo Davi. Por causa deste atraso, a causa de Absalão ficou arruinada, pois deu a Davi a oportunidade de reunir os seus homens.





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