Pastora Eliane (Jó)

domingo, 7 de abril de 2019

Oração da meia noite dia 07/04/19 Conscientização



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Lição 7 Bibliologia parte 2

A INSPIRAÇÃO DA "BÍBLIA"

Apesar de haver um consenso geral sobre a inspiração da Bíblia, há uma variedade de conceitos a respeito do que ela vem a ser. Alguns se concentram na ação dos autores, outros nos escritos e outros nos leitores.
Alguns relacionam a inspiração à mensagem central da Bíblia, outros aos pensamentos e outros às palavras.
Essas diferenças, frutos dos infindos ataques que a Bíblia recebeu nos últimos dois séculos, tornam necessário o estudo acerca da "inspiração da Bíblia".
O RELATO BÍBLICO A RESPEITO DA INSPIRAÇÃO
A doutrina da inspiração não é invenção de teólogos. A própria Bíblia a expõe enfaticamente. Não é parapsicologia.
Ela dá testemunho de si mesma (o que não é considerado válido pelos seus inimigos) e tem testemunho da história.
Observemos alguns textos bíblicos:
1) 2Timóteo 3.16 - Esse texto mostra a extensão da inspiração (toda a Escritura). No contexto bíblico, Escritura significa tanto o AT como o NT (Lc 24.45; Jo 10.35; Lc 4.21; 1Tm 5.18 cf. Dt 25.4 e Lc 10.7; 2Pe 3.16). Fica claro que a inspiração vem da parte de Deus. As Escrituras foram "sopradas por Deus" (significado de inspiração). O propósito da inspiração é tornar as Escrituras "úteis". Assim, a Bíblia veio de Deus para nos mostrar como viver e o que devemos fazer.
2) 2 Pedro 1.21 - Esse texto mostra que Deus usou autores humanos, movendo-os para esse fim pelo Espírito Santo. O mesmo verbo "mover" é também usado em At 27.15 e nos ajuda a entender seu sentido. Durante a tempestade, os marinheiros não estavam dormindo nem inativos, mas era o vento quem, de fato, os levava. Outro fator importante revelado nesse texto é que não foi a vontade humana quem produziu as Escrituras. A vontade humana pode falhar e pode produzir erros. Porém, não é assim com a vontade de Deus. Isso atesta a inerrância bíblica. Resumindo, 2 Pe 1.21 diz que Deus usou homens e deixou para nós uma Bíblia totalmente confiável.
3) 1Coríntios 2.13 - Aqui fica claro que a revelação de Deus chegou até nós por meio de palavras. Assim, Deus não só inspirou as ideias reveladas pela Bíblia, mas as palavras que a compõe. Ou seja, as palavras usadas na Bíblia foram inspiradas por Deus.
4) Uma Compilação de Dados - Vejamos a variedade de material que Deus fez os autores incluírem na Bíblia:
a) Diretamente de Deus: (Dt 9.10).
b) Pesquisado: (Lc 1.1-4).
c) Profético: aproximadamente, 25% da Bíblia consiste em profecias, boa parte já cumprida com exatidão. Nenhum homem poderia acertar 100% das profecias se fizesse por si mesmo.
d) Histórico: boa parte da Bíblia é histórica, a maior parte escrita por homens que viveram o que foi relatado.
e) Outros: a Bíblia registra algumas coisas que não são verdadeiras - como as mentiras de Satanás (Gn 3.4-5) -, mas o faz de maneira precisa, como realmente aconteceram. Também contém citações de escritos de pessoas incrédulas (Tt 1.12), além de trechos que revelam experiências pessoais e emoções (Rm 9.1-3). Contudo, essa variedade de material é registrada com precisão.
DEFINIÇÃO DE INSPIRAÇÃO
Uma definição abrangente de inspiração seria: Deus supervisionou os autores humanos da Bíblia para que compusessem e registrassem, sem erros, sua mensagem à humanidade utilizando as palavras de seus escritos originais.
Isso significa que Deus não ditou as palavras da Bíblia (algumas vezes até o fez) para os escritores, mas os supervisionou soberanamente para que, no uso de suas capacidades mentais e habilidades, compusessem um material que fosse verdadeiro (Jo 17.17) e que fosse o que Deus desejava nos revelar.
DESVIOS DA DOUTRINA DA INSPIRAÇÃO
a) Inspiração natural - Crê que os autores escreveram sem a supervisão de Deus. 1) Deus não inspirou as palavras; 2) A Bíblia está no mesmo patamar de outros escritos; e 3) Exclui a inerrância e a infalibilidade.
b) Inspiração mística - Crê que a Bíblia foi escrita por homens cheios do Espírito Santo. De igual modo, outros escritos, como os dos pais da igreja e de grandes homens durante a história. Nesse caso: 1) Outros escritos seriam tão inspirados quanto a Bíblia;
2) Os livros da Bíblia não são infalíveis; e 3) A Bíblia representa uma importante literatura religiosa que pode, inclusive, conter mensagens de Deus.
c) Níveis de inspiração - Crê que algumas partes da Bíblia são mais inspiradas que outras. Toda a Bíblia seria inspirada por Deus, porém, com diferença no grau de inspiração entre as partes.
d) Inspiração parcial - Crê que algumas partes da Bíblia foram inspiradas por Deus e outras não. Nesse ponto de vista, o que é inspirado é o propósito da Bíblia. Assim, quando fala da salvação, ela é confiável, mesmo que tenha erros históricos ou científicos.
e) Inspiração conceitual - Crê que os conceitos bíblicos são inspirados e não as palavras. Assim, a mesma ideia exposta de outro modo é tão inspirada quanto a original.
f) Inspiração neo-ortodoxa - Nesse caso, a revelação está centrada em Jesus Cristo. A Bíblia, mesmo possuindo erros, é válida ao nos apresentar Jesus. Assim, a Bíblia é produto humano falível, mas pode se tornar a Palavra de Deus quando lida por nós. Ou seja, a Bíblia se torna Palavra de Deus quando Cristo fala conosco em suas páginas. Desse modo, a Bíblia não possuiria autoridade, mas seria um bom instrumento nas mãos de Cristo, apesar de possuir erros.
CÂNON
Significa "regra", "padrão" ou "norma" (Gl 6.16). É o conjunto dos 66 livros inspirados por Deus e que,reunidos, formam a nossa Bíblia. Inspiração é a supervisão ativa de Deus sobre aquilo que os autores bíblicos escreveram nos escritos originais, respeitando suas personalidades, cultura e faculdades mentais.
O TESTEMUNHO INTERNO DA BÍBLIA:
  • As palavras dos profetas foram e têm sido cumpridas integralmente (Mt 1.22 cf. Mq 5.2, Is 9.6).
  • Jesus chamou os livros de Moisés e dos profetas de Escritura (Mt 21.42; 22.29; Jo 5.39).
  • Pedro classificou as cartas de Paulo como Escritura junto com o restante já reconhecido (2 Pe 3.15-16).
  • Paulo tem consciência da inspiração dos seus escritos (1 Co 14.37).
  • João relata as palavras do Senhor e lança maldições sobre quem alterá-las ou não reconhecê-las (Ap 22.16,18-19).
  • As afirmações sobre as Escrituras nos dão a plena convicção da atuação soberana de Deus na formação e conservação do cânon (2 Tm 3.16-17; 2 Pe 1.20-21).
Suficiência
As Quatro Características das Escrituras
(1)A Autoridade das Escrituras
Significa que todas as palavras nas Escrituras são palavras de Deus, por ser assim, não crer em alguma palavra da Bíblia ou desobedecê-la é não crer em Deus ou desobedecê-lo.
(2) Clareza
Qualquer pessoa que já tenha começado a ler a Bíblia seriamente percebe que algumas partes podem ser bem facilmente entendidas, enquanto outras parecem enigmáticas. Na verdade, bem no início da história da igreja Pedro já lembrava aos seus leitores que algumas partes das epístolas de Paulo eram de difícil compreensão: "Como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles" (2Pe 3.15-16). Precisamos admitir, portanto, que nem todas as partes das Escrituras podem ser compreendidas com facilidade.
A. A BÍBLIA FREQUENTEMENTE AFIRMA A SUA PRÓPRIA CLAREZA
A clareza da Bíblia e a responsabilidade dos crentes em geral de lê-la e compreendê-la são freqüentemente enfatizadas. Todo o povo de Israel deveria ser capaz de compreender as palavras das Escrituras, e compreendê-las bem o bastante para diligentemente ensiná-las aos filhos. Esse ensinamento certamente não seria mera memorização mecânica, destituída de compreensão, pois o povo de Israel deveria discutir as palavras das Escrituras sentado dentro de casa, nas atividades cotidianas, andando na rua, na hora de ir para a cama ou quando se levantasse de manhã.
B. AS QUALIDADES MORAIS E ESPIRITUAIS NECESSÁRIAS PARA A CORRETA COMPREENSÃO
Os autores do Novo Testamento freqüentemente afirmam que a capacidade de compreender corretamente as Escrituras é mais moral e espiritual do que intelectual: "Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente" (1Co 2.14; cf. 1.18-3.4; 2Co 3.14-16; 4.3-4, 6; Hb 5.14; Tg 1.5-6; 2Pe 3.5; cf. Mc 4.11-12; Jo 7.17; 8.43). Assim, embora os autores do Novo Testamento afirmem que a Bíblia em si está escrita claramente, afirmam também que não será compreendida corretamente por quem não se dispuser a receber os seus ensinamentos.
C. DEFINIÇÃO DE CLAREZA DAS ESCRITURAS
Para resumir essa matéria bíblica, podemos afirmar que a Bíblia é escrita de forma tal que todas as coisas necessárias para nossa salvação e para nossa vida e crescimento cristão encontram-se bem claramente expostas nas Escrituras. Embora os teólogos às vezes definam a clareza das Escrituras de modo mais estreito (dizendo, por exemplo, apenas que as Escrituras são claras no ensino do caminho da salvação), os muitos textos citados acima se aplicam a vários aspectos diferentes do ensino bíblico e não parecem sustentar nenhuma limitação com relação a temas sobre os quais se pode dizer que as Escrituras não falam claramente.
D. POR QUE AS PESSOAS COMPREENDEM ERRADAMENTE AS ESCRITURAS?
Durante a vida de Jesus, seus próprios discípulos às vezes demonstravam não compreender o Antigo Testamento e os próprios ensinamentos de Cristo (ver Mt 15.16; Mc 4.10-13; 6.52; 8.14-21; 9.32; Lc 18.34; Jo 8.27; 10.6). Embora às vezes isso se devesse ao fato de que eles simplesmente precisavam aguardar eventos futuros da história da redenção, especialmente da vida do próprio Cristo (ver Jo 12.16; 13.7; cf. Jo 2.22), também houve oportunidades em que isso se deveu à sua falta de fé ou dureza de coração (Lc 24.25).
E. O INCENTIVO PRÁTICO DERIVADO DESSA DOUTRINA
A doutrina da clareza das Escrituras, portanto, tem uma implicação prática muito importante e em última instância bastante encorajadora. Ela nos diz que nos pontos em que há desacordo doutrinário ou ético (por exemplo, quanto ao batismo, à predestinação ou ao governo da igreja), só há duas causas possíveis dessas discordâncias:
(1) de um lado, pode ser que estejamos buscando fazer afirmações sobre pontos em que as próprias Escrituras se calam. Nesses casos, devemos estar prontos a admitir que Deus não deu resposta à nossa dúvida, aceitando as diferenças de pontos de vista dentro da igreja. (Isso sempre ocorrerá em questões bem práticas, como os métodos de evangelização, os estilos de ensino bíblico ou o tamanho apropriado da igreja.)
(2) Por outro lado, é possível que tenhamos cometido erros na nossa interpretação das Escrituras. Isso pode ter ocorrido porque as informações que usamos para decidir uma questão de interpretação eram imprecisas ou incompletas. Ou talvez porque haja alguma deficiência pessoal da nossa parte, como, por exemplo, orgulho pessoal, ganância, falta de fé, egoísmo ou mesmo dedicação insuficiente de tempo para ler e estudar as Escrituras com devoção.
F. O PAPEL DOS ESTUDIOSOS
Diante disso, será que os estudiosos da Bíblia e aqueles dotados de conhecimento especializado de hebraico (para o Antigo Testamento) e grego (para o Novo Testamento) ainda têm algum papel a desempenhar? Certamente sim, e em pelo menos quatro áreas:
1. Eles podem ensinar claramente as Escrituras, transmitindo o seu conteúdo aos outros e assim desempenhando o ofício de "mestre" mencionado no Novo Testamento (1Co 12.28; Ef 4.11).
2. Podem examinar novos campos de compreensão dos ensinamentos das Escrituras.
Esse exame raramente (se tanto) envolverá negação dos ensinamentos centrais que a igreja vem sustentando ao longos dos séculos, mas muitas vezes implicará a aplicação das Escrituras a novos aspectos da vida, respostas a perguntas difíceis suscitadas tanto por crentes quanto por descrentes a cada novo período da história e a contínua atividade de aperfeiçoamento e aprimoramento da compreensão da igreja acerca de pontos específicos da interpretação de determinados versículos ou questões doutrinárias ou éticas.
3. Podem defender os ensinamentos da Bíblia contra os ataques de outros estudiosos ou de pessoas dotadas de conhecimento técnico especializado. O papel de ensinar a Palavra de Deus às vezes implica também corrigir falsos ensinos. O cristão precisa ser capaz não só de "exortar pelo reto ensino" mas também de "convencer os que o contradizem" (Tt 1.9; cf. 2Tm 2.25, "disciplinando com mansidão os que se opõem"; e Tt 2.7-8).
4. Podem complementar o estudo das Escrituras em prol da igreja. Os estudiosos bíblicos muitas vezes têm treinamento que lhes permite associar os ensinamentos das Escrituras à rica história da igreja e tornar mais precisa a interpretação das Escrituras e mais vívido o seu significado com um maior conhecimento das línguas e culturas nas quais a Bíblia foi escrita.
As Quatro Características das Escrituras
(3) Necessidade
A necessidade das Escrituras pode ser definida assim: dizer que as Escrituras são necessárias significa dizer que a Bíblia é necessária para conhecer o evangelho, para conservar a vida espiritual e para conhecer a vontade de Deus, mas não que seja necessária para saber que Deus existe ou para saber algo sobre o caráter e sobre as leis morais de Deus.
A. A BÍBLIA É NECESSÁRIA PARA CONHECER O EVANGELHO
Em Romanos 10.13-17, Paulo diz:
Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? [...] E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.
Essa declaração aponta para a seguinte linha de raciocínio: (1) primeiramente supõe que o homem precisa invocar o nome do Senhor para ser salvo. (Nos textos paulinos em geral, bem como nesse contexto específico [ver v. 9], "Senhor" se refere ao Senhor Jesus Cristo.) (2) As pessoas só podem invocar o nome de Cristo se crêem nele (ou seja, que ele é um Salvador digno de ser invocado e que atenderá aqueles que o invocarem). (3) As pessoas não podem crer em Cristo a menos que tenham ouvido falar dele. (4) Não ouvirão falar de Cristo a menos que alguém lhes fale sobre Cristo (alguém que "pregue"). (5) A conclusão é que a fé salvadora vem pelo ouvir (ou seja, ouvir a mensagem do evangelho), e esse ouvir a mensagem do evangelho vem pela pregação de Cristo. Aparentemente, a implicação é que sem ouvir a pregação do evangelho de Cristo, ninguém pode ser salvo.
B. A BÍBLIA É NECESSÁRIA PARA SUSTENTAR A FÉ ESPIRITUAL
Diz Jesus em Mateus 4.4 (citando Dt 8.3): "Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus". Aqui Jesus indica que nossa vida espiritual é sustentada pela porção diária da Palavra de Deus, assim como nossa vida física é sustentada pela porção diária de alimento físico. Negligenciar a leitura regular da Palavra de Deus é tão prejudicial à saúde da nossa alma quanto o é à saúde do nosso corpo negligenciar o alimento físico.
C. A BÍBLIA É NECESSÁRIA PARA O CONHECIMENTO SEGURO DA VONTADE DE DEUS
Abaixo se argumentará que todas as pessoas nascidas na terra têm algum conhecimento da vontade de Deus por intermédio da sua consciência. Mas esse conhecimento é muitas vezes indistinto e não pode proporcionar certeza. Na verdade, se não existisse a Palavra escrita de Deus, não poderíamos alcançar a certeza da vontade de Deus por nenhum outro meio, fosse consciência, conselhos de outras pessoas, testemunho íntimo do Espírito Santo, mudanças das circunstâncias ou o uso da razão e do bom senso santificados.
D. MAS A BÍBLIA NÃO É NECESSÁRIA PARA SABER QUE DEUS EXISTE
E as pessoas que não lêem a Bíblia? Será que podem obter algum conhecimento de Deus? Podem conhecer algo sobre as leis de Deus? Sim, mesmo sem a Bíblia é possível algum conhecimento de Deus, ainda que não seja conhecimento absolutamente seguro.
As pessoas podem obter o conhecimento de que Deus existe e de alguns dos seus atributos, simplesmente pela observação de si mesmas e do mundo que as cerca. Diz Davi: "Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos" (Sl 19.1). Quem olha para o céu vê as provas do infinito poder, da infinita sabedoria e mesmo da infinita beleza de Deus; observa um majestoso testemunho da glória de Deus.
E. ALÉM DISSO, A BÍBLIA NÃO É NECESSÁRIA PARA CONHECER ALGO SOBRE O CARÁTER E SOBRE AS LEIS MORAIS DE DEUS
Paulo, em Romanos 1, mostra que até os descrentes que não têm nenhum registro escrito das leis de Deus mesmo assim têm na sua consciência alguma compreensão das exigências morais de Deus. Discorrendo sobre uma longa lista de pecados ("inveja, homicídio, contenda, dolo..."), Paulo fala sobre os ímpios que os praticam: "Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem" (Rm 1.32). Os ímpios sabem que o seu pecado é errado, pelo menos na maior parte dos casos.
As Quatro Características das Escrituras
(4) Suficiência
A. DEFINIÇÃO DE SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS
Podemos definir assim suficiência das Escrituras: dizer que as Escrituras são suficientes significa dizer que a Bíblia contém todas as palavras divinas que Deus quis dar ao seu povo em cada estágio da história da redenção e que hoje contém todas as palavras de Deus que precisamos para a salvação, para que, de maneira perfeita, nele possamos confiar e a ele obedecer.
B. PODEMOS ENCONTRAR TUDO O QUE DEUS DISSE SOBRE TEMAS ESPECÍFICOS E TAMBÉM RESPOSTAS ÀS NOSSAS PERGUNTAS
Logicamente, temos consciência de que jamais obedeceremos perfeitamente a todas as palavras das Escrituras nesta vida (ver Tg 3.2; 1Jo 1.8-10; e o capítulo 24 abaixo). Portanto, de início pode não parecer muito significativo dizer que tudo o que temos de fazer é o que Deus nos ordena na Bíblia, pois de qualquer modo jamais seremos capazes de obedecer-lhe plenamente nesta vida.
C. A VERACIDADE DAS ESCRITURAS
A essência da autoridade das Escrituras está na sua capacidade de nos compelir a crer nelas e a elas obedecer, fazendo que tal fé e obediência sejam equivalentes a fé e obediência ao próprio Deus. Por esse motivo, é necessário considerar a veracidade das Escrituras, pois crer em todas as palavras da Bíblia implica confiança na completa veracidade das Escrituras em que cremos. Esse assunto será discutido mais a fundo quando considerarmos a inerrância das Escrituras.
D. APLICAÇÕES PRÁTICAS DA SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS
A doutrina da suficiência da Escrituras tem várias aplicações práticas na vida cristã. A seguinte lista se pretende útil, mas não exaustiva.
1. A suficiência das Escrituras deve-nos incentivar
A tentar descobrir aquilo que Deus quer que pensemos (sobre uma questão doutrinária específica) e façamos (numa dada situação). Devemos nos convencer de que tudo o que Deus quer nos dizer sobre essa questão se encontra nas Escrituras. Isso não significa que a Bíblia responde a todas as dúvidas que possamos conceber, pois "as coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus" (Dt 29.29).
2. A suficiência das Escrituras nos lembra de que não devemos acrescentar nada à Bíblia
Nem equiparar algum outro escrito à Bíblia. Esse princípio é violado por quase todas as seitas. Os mórmons, por exemplo, afirmam crer na Bíblia, mas também reclamam autoridade divina para O Livro de Mórmon. Os seguidores da Ciência Cristã, igualmente, afirmam crer na Bíblia, mas na prática equiparam às Escrituras o livro Science and Health With a Key to the Scriptures [Ciência e saúde com uma chave para as Escrituras], de Mary Baker Eddy, ou o colocam até acima da Bíblia em termos de autoridade. Como isso viola a ordem divina de nada acrescentar às suas palavras, não devemos pensar que encontraremos nessas obras mais palavras de Deus para nós.
3. A suficiência das Escrituras também nos diz que Deus não exige que creiamos em nada sobre si mesmo ou sobre sua obra redentora que não se encontre na Bíblia.
Entre os escritos do tempo da igreja primitiva acham-se algumas coleções de supostos dizeres de Jesus não preservados nos evangelhos. É provável que pelo menos alguns dos "dizeres de Jesus" encontrados nesses escritos sejam registros mais ou menos precisos de coisas que Jesus de fato falou (embora hoje nos seja impossível determinar com um grau elevado de probabilidade quais são esses dizeres).
4. A suficiência das Escrituras nos mostra que nenhuma revelação moderna de Deus deve ser equiparada à Bíblia no tocante à autoridade.
Em vários momentos ao longo da história, e especialmente no moderno movimento carismático, muitas pessoas já afirmaram que Deus transmitiu revelações por meio delas para benefício da igreja. Seja como for que avaliemos essas alegações, precisamos tomar o cuidado de jamais permitir (na teoria ou na prática) a equiparação dessas revelações às Escrituras.
5. Com respeito à vida cristã, a suficiência das Escrituras nos lembra de que não existe pecado que não seja proibido pelas Escrituras, quer explícita quer implicitamente.
Andar na lei do Senhor é ser "irrepreensível" (Sl 119.1). Portanto, não devemos acrescentar proibições àquelas já afirmadas nas Escrituras.
6. A suficiência das Escrituras também nos diz que Deus nada exige de nós que não esteja determinado explícita ou implicitamente nas Escrituras.
Isso nos lembra que nossa busca da vontade de Deus deve-se concentrar nas Escrituras, ou seja, não devemos buscar orientação pelas orações que peçam alteração das circunstâncias ou dos sentimentos, ou ainda orien7tação direta do Espírito Santo fora das Escrituras.
C. A VERACIDADE DAS ESCRITURAS
A essência da autoridade das Escrituras está na sua capacidade de nos compelir a crer nelas e a elas obedecer, fazendo que tal fé e obediência sejam equivalentes a fé e obediência ao próprio Deus. Por esse motivo, é necessário considerar a veracidade das Escrituras, pois crer em todas as palavras da Bíblia implica confiança na completa veracidade das Escrituras em que cremos. Esse assunto será discutido mais a fundo quando considerarmos a inerrância das Escrituras.
A SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS
A doutrina da suficiência da Escrituras tem várias aplicações práticas na vida cristã. A seguinte lista se pretende útil, mas não exaustiva.
1. A suficiência das Escrituras deve-nos incentivar
A tentar descobrir aquilo que Deus quer que pensemos (sobre uma questão doutrinária específica) e façamos (numa dada situação). Devemos nos convencer de que tudo o que Deus quer nos dizer sobre essa questão se encontra nas Escrituras. Isso não significa que a Bíblia responde a todas as dúvidas que possamos conceber, pois "as coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus" (Dt 29.29).
2. A suficiência das Escrituras nos lembra de que não devemos acrescentar nada à Bíblia
Nem equiparar algum outro escrito à Bíblia. Esse princípio é violado por quase todas as seitas. Os mórmons, por exemplo, afirmam crer na Bíblia, mas também reclamam autoridade divina para O Livro de Mórmon. Os seguidores da Ciência Cristã, igualmente, afirmam crer na Bíblia, mas na prática equiparam às Escrituras o livro Science and Health With a Key to the Scriptures [Ciência e saúde com uma chave para as Escrituras], de Mary Baker Eddy, ou o colocam até acima da Bíblia em termos de autoridade. Como isso viola a ordem divina de nada acrescentar às suas palavras, não devemos pensar que encontraremos nessas obras mais palavras de Deus para nós.
3. A suficiência das Escrituras também nos diz que Deus não exige que creiamos em nada sobre si mesmo ou sobre sua obra redentora que não se encontre na Bíblia.
Entre os escritos do tempo da igreja primitiva acham-se algumas coleções de supostos dizeres de Jesus não preservados nos evangelhos. É provável que pelo menos alguns dos "dizeres de Jesus" encontrados nesses escritos sejam registros mais ou menos precisos de coisas que Jesus de fato falou (embora hoje nos seja impossível determinar com um grau elevado de probabilidade quais são esses dizeres).
4. A suficiência das Escrituras nos mostra que nenhuma revelação moderna de Deus deve ser equiparada à Bíblia no tocante à autoridade.
Em vários momentos ao longo da história, e especialmente no moderno movimento carismático, muitas pessoas já afirmaram que Deus transmitiu revelações por meio delas para benefício da igreja. Seja como for que avaliemos essas alegações, precisamos tomar o cuidado de jamais permitir (na teoria ou na prática) a equiparação dessas revelações às Escrituras.
5. Com respeito à vida cristã, a suficiência das Escrituras nos lembra de que não existe pecado que não seja proibido pelas Escrituras, quer explícita quer implicitamente.
Andar na lei do Senhor é ser "irrepreensível" (Sl 119.1). Portanto, não devemos acrescentar proibições àquelas já afirmadas nas Escrituras.
6. A suficiência das Escrituras também nos diz que Deus nada exige de nós que não esteja determinado explícita ou implicitamente nas Escrituras.
Isso nos lembra que nossa busca da vontade de Deus deve-se concentrar nas Escrituras, ou seja, não devemos buscar orientação pelas orações que peçam alteração das circunstâncias ou dos sentimentos, ou ainda orientação direta do Espírito Santo fora das Escrituras.

A INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA

PRINCÍPIOS HERMENÊUTICOS
1) Definição
Hermenêutica é o estudo dos princípios de interpretação (hermenéia ou hermenia = Interpretação). Enquanto a exegese interpreta a Bíblia e revela seu significado, a hermenêutica estabelece os princípios sobre os quais a exegese é aplicada.
2) Principais sistemas hermenêuticos
a) Interpretação literal - Também chamada de interpretação "simples" ou "normal", tem sua base no conceito da inspiração verbal ou plenária da Bíblia. Interpreta as Escrituras de modo a buscar o sentido normal das palavras;
b) Interpretação alegórica - Alegoria é uma representação simbólica. Na interpretação alegórica, as palavras não são entendidas em seu sentido normal, mas de maneira simbólica, dando um significado ao texto que ele nunca pretendeu comunicar.
3) Razões para a hermenêutica literal -
a) Propósito da linguagem - Deus criou a linguagem de modo a ser capaz e suficiente para comunicar as ideias. A Bíblia usa a linguagem para transmitir sua mensagem do mesmo modo que os homens se comunicam: por meio da linguagem simples;
b) Necessidade de objetividade - Sem a interpretação literal não há objetividade no ensino bíblico. Cada um interpretaria um texto como achasse melhor e haveria inúmeras inconsistências e contradições na mensagem;
c) O exemplo da Bíblia - Todas as profecias sobre a primeira vinda de Cristo foram cumpridas literalmente. Não só essas, mas muitas outras foram proferidas usando o sentido normal ou simples das palavras (veja Is 53.5; Mq 5.2; Ml 3.1).
4) Princípios da hermenêutica normal
a) Interpretação gramatical - O início da exegese de um texto é encontrar o sentido gramatical das palavras que comunicam a mensagem;
b) Interpretação contextual - O contexto deve ser estudado para saber a relação do texto com outros textos anteriores e posteriores a ele. Também é necessária a análise do tema do livro e a história que envolve o escrito;
c) Comparar com a Escritura - O fato de Deus ter inspirado as Escrituras confere a elas uma unidade ímpar. Assim, é possível interpretar o sentido de um texto comparando-o ao de outros textos;
d) Reconhecer a progressividade da revelação - A revelação de Deus foi dada por meio das Escrituras aos poucos em um longo período de tempo. Assim, o NT acrescenta muita informação e doutrina que não foi revelada no AT. Portanto, não devemos interpretar textos mais antigos de modo a ver neles conceitos plenos que só foram revelados mais adiante.



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Brasil acima de tudo, Deus acima de todos
E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32
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