APRESENTAÇÃO

NO AR DESDE 01 DE JANEIRO DE 2014

Neste momento você também pode receber a Jesus Cristo como Salvador, simplesmente conversando com Ele… Em suas próprias palavras, diga de coração para Deus:

Deus, eu reconheço que tenho pecado contra Ti. Por favor, perdoa-me! Eu creio que Jesus Cristo morreu e ressuscitou para pagar o preço pelo meu pecado.
Jesus, entra em meu coração e purifica-me do meu pecado. Neste momento eu confio em Ti como meu único e suficiente Salvador.

Se você orou assim, e foi sincero, você hoje "nasceu de novo" na família de Deus, de acordo com 2 Coríntios 5.17: "E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas."

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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

ECLESIASTES 7




As vantagens do sofrimento, da paciência e da moderação

1 Melhor é o bom nome do que o melhor ungüento, e o dia da morte do que o dia do nascimento.

2 Melhor é ir à casa onde há luto do que ir a casa onde há banquete; porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.

3 Melhor é a mágoa do que o riso, porque a tristeza do rosto torna melhor o coração.

4 O coração dos sábios está na casa do luto, mas o coração dos tolos na casa da alegria.

5 Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir alguém a canção dos tolos.

6 Pois qual o crepitar dos espinhos debaixo da panela, tal é o riso do tolo; também isso é vaidade.

7 Verdadeiramente a opressão faz endoidecer até o sábio, e a peita corrompe o coração.

8 Melhor é o fim duma coisa do que o princípio; melhor é o paciente do que o arrogante.

9 Não te apresses no teu espírito a irar-te, porque a ira abriga-se no seio dos tolos.

10 Não digas: Por que razão foram os dias passados melhores do que estes; porque não provém da sabedoria esta pergunta.

11 Tão boa é a sabedoria como a herança, e mesmo de mais proveito para os que vêem o sol.

12 Porque a sabedoria serve de defesa, como de defesa serve o dinheiro; mas a excelência da sabedoria é que ela preserva a vida de quem a possui.

13 Considera as obras de Deus; porque quem poderá endireitar o que ele fez torto?

14 No dia da prosperidade regozija-te, mas no dia da adversidade considera; porque Deus fez tanto este como aquele, para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele.

15 Tudo isto vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há ímpio que prolonga os seus dias na sua maldade.

16 Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?

17 Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas tolo; por que morrerias antes do teu tempo?

18 Bom é que retenhas isso, e que também daquilo não retires a tua mão; porque quem teme a Deus escapa de tudo isso.

19 A sabedoria fortalece ao sábio mais do que dez governadores que haja na cidade.

20 Pois não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque.

21 Não escutes a todas as palavras que se disserem, para que não venhas a ouvir o teu servo amaldiçoar-te;

22 pois tu sabes também que muitas vezes tu amaldiçoaste a outros.

23 Tudo isto provei-o pela sabedoria; e disse: Far-me-ei sábio; porém a sabedoria ainda ficou longe de mim.

24 Longe está o que já se foi, e profundíssimo; quem o poderá achar?

25 Eu me volvi, e apliquei o meu coração para saber, e inquirir, e buscar a sabedoria e a razão de tudo, e para conhecer que a impiedade é insensatez e que a estultícia é loucura.

26 E eu achei uma coisa mais amarga do que a morte, a mulher cujo coração são laços e redes, e cujas mãos são grilhões; quem agradar a Deus escapará dela; mas o pecador virá a ser preso por ela.

27 Vedes aqui, isto achei, diz o pregador, conferindo uma coisa com a outra para achar a causa;

28 causa que ainda busco, mas não a achei; um homem entre mil achei eu, mas uma mulher entre todas, essa não achei.

29 Eis que isto tão-somente achei: que Deus fez o homem reto, mas os homens buscaram muitos artifícios.


ECLESIASTES 6




É licito gozar os bens que Deus deu, mas estes não podem satisfazer a alma

1 Há um mal que tenho visto debaixo do sol, e que pesa muito sobre o homem:

2 um homem a quem Deus deu riquezas, bens e honra, de maneira que nada lhe falta de tudo quanto ele deseja, contudo Deus não lhe dá poder para daí comer, antes o estranho lho come; também isso é vaidade e grande mal.

3 Se o homem gerar cem filhos, e viver muitos anos, de modo que os dias da sua vida sejam muitos, porém se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é melhor do que ele;

4 porquanto debalde veio, e em trevas se vai, e de trevas se cobre o seu nome;

5 e ainda que nunca viu o sol, nem o conheceu, mais descanso tem do que o tal;

6 e embora vivesse duas vezes mil anos, mas não gozasse o bem,-não vão todos para um mesmo lugar?

7 Todo o trabalho do homem é para a sua boca, e contudo não se satisfaz o seu apetite.

8 Pois, que vantagem tem o sábio sobre o tolo? e que tem o pobre que sabe andar perante os vivos?

9 Melhor é a vista dos olhos do que o vaguear da cobiça; também isso é vaidade, e desejo vão.

10 Seja qualquer o que for, já há muito foi chamado pelo seu nome; e sabe-se que é homem; e ele não pode contender com o que é mais forte do que ele.

11 Visto que as muitas palavras aumentam a vaidade, que vantagem tira delas o homem?

12 Porque, quem sabe o que é bom nesta vida para o homem, durante os poucos dias da sua vida vã, os quais gasta como sombra? pois quem declarará ao homem o que será depois dele debaixo do sol?


ECLESIASTES 5



Vários conselhos práticos

1 Guarda o teu pé, quando fores à casa de Deus; porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos; pois não sabem que fazem mal.

2 Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma na presença de Deus; porque Deus está no céu, e tu estás sobre a terra; portanto sejam poucas as tuas palavras.

3 Porque, da multidão de trabalhos vêm os sonhos, e da multidão de palavras, a voz do tolo.

4 Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. O que votares, paga-o.

5 Melhor é que não votes do que votares e nao pagares.

6 Não consintas que a tua boca faça pecar a tua carne, nem digas na presença do anjo que foi erro; por que razão se iraria Deus contra a tua voz, e destruiria a obra das tuas mãos?

7 Porque na multidão dos sonhos há vaidades e muitas palavras; mas tu teme a Deus.

8 Se vires em alguma província opressão de pobres, e a perversão violenta do direito e da justiça, não te maravilhes de semelhante caso. Pois quem está altamente colocado tem superior que o vigia; e há mais altos ainda sobre eles.

9 O proveito da terra é para todos; até o rei se serve do campo.

10 Quem ama o dinheiro não se fartará de dinheiro; nem o que ama a riqueza se fartará do ganho; também isso é vaidade.

11 Quando se multiplicam os bens, multiplicam-se também os que comem; e que proveito tem o seu dono senão o de vê-los com os seus olhos?

12 Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco quer muito; mas a saciedade do rico não o deixa dormir.

13 Há um grave mal que vi debaixo do sol: riquezas foram guardadas por seu dono para o seu próprio dano;

14 e as mesmas riquezas se perderam por qualquer má aventura; e havendo algum filho nada fica na sua mão.

15 Como saiu do ventre de sua mãe, assim também se irá, nu como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na mão.

16 Ora isso é um grave mal; porque justamente como veio, assim há de ir; e que proveito lhe vem de ter trabalhado para o vento,

17 e de haver passado todos os seus dias nas trevas, e de haver padecido muito enfado, enfermidades e aborrecimento?

18 Eis aqui o que eu vi, uma boa e bela coisa: alguém comer e beber, e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol, todos os dias da vida que Deus lhe deu; pois esse é o seu quinhão.

19 E quanto ao homem a quem Deus deu riquezas e bens, e poder para desfrutá-los, receber o seu quinhão, e se regozijar no seu trabalho, isso é dom de Deus.

20 Pois não se lembrará muito dos dias da sua vida; porque Deus lhe enche de alegria o coração.


O TEMOR AO SENHOR


                                       O TEMOR AO SENHOR
                                  Texto bíblico: Sl 34: 1-11; Pv 1:7
1 - Louvarei ao Senhor em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca.
2 - A minha alma se gloriará no Senhor; os mansos o ouvirão e se alegrarão.
3 - Engrandecei ao Senhor comigo; e juntos exaltemos o seu nome.
4 - Busquei ao Senhor, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores.
5 - Olharam para ele, e foram iluminados; e os seus rostos não ficaram confundidos.
6 - Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias.
7 - O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.
8 - Provai, e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.
9 - Temei ao Senhor, vós, os seus santos, pois nada falta aos que o temem.
10 - Os filhos dos leões necessitam e sofrem fome, mas àqueles que buscam ao Senhor bem nenhum faltará.
11 - Vinde, meninos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do Senhor.
Pv. 1.7 - O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.
TEXTO ÁUREO
Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve. Jo 9.31.
VERDADE PRÁTICA
A pessoa que tem temor a Deus, cuida de suas atitudes, palavras e pensamentos, pois ela sabe que faltando temor, vai faltar a base para viver uma vida de relacionamento com Deus.
PENSAMENTO DA SEMANA
Temer a Deus é possuir um pavor santo de desagradar a ele! Marly
OBJETIVO DA LIÇÃO
Fazer reviver no crente o sentimento puro de que o temor reverente a Deus é a chave para a fidelidade na sua relação para com Ele.
INTRODUÇÃO
Mesmo tendo o exemplo da igreja primitiva cujo registro em At 2.43 afirma que: “Em cada alma havia temor”; mesmo lendo nas escrituras que o temor do Senhor gerou na igreja primitiva, paz, edificação, coragem proporcionada pelo Espirito Santo e multiplicação, isto é, a igreja crescia dia a dia em número, At 9.31; mesmo lendo em Mt 10:28 que devemos temer mais a Deus do que aos homens, pois ele pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo; mesmo tendo a Palavra de Deus mais de 300 referências sobre o “temor a Deus”,  muitos crentes perderam o temor nos dias de hoje e estão tendo dificuldade de encontrar. Todavia, o alerta de Deus é constante, ademais se faz necessário que os “arautos do Senhor” proclamem esta verdade: “Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos com tremor. Sl 2.11.
1.O QUE É TEMOR DO SENHOR?
O temor do Senhor é a consciência que a pessoa deve ter de estar  na presença de um Deus justo, santo e todo-poderoso que um dia irá julgar os pensamentos, palavras e ações do homem. O temor ao Senhor é o livre desejo de viver uma vida em harmonia com seus padrões justos e santos e honrá-lo em tudo o que fizermos. Temer a Deus significa ter reverência, estar temeroso e ter respeito a Ele que é grande e maravilhoso, de tal forma que o meu viver seja influenciado por isso. Temer a Deus é dar-lhe respeito, submissão e adoração com profunda admiração. O texto de hebreus 12:28 diz: "Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor, no grego ευλάβεια - “eulabeia”, que fala de cautela, cuidado e reverência.
2. QUAL A ORIGEM E SIGNIFICADO DA PALAVRA TEMOR NA BÍBLIA?
O dicionário bíblico diz que numerosas palavras são usadas na bíblia para denotar temor.
a.Em hebraico a palavra é: yir’â, “reverência” e pahadh, “terror”, “temor”; b. Em grego é φόβος (probros), a mesma palavra para medo”. Em Pv. 8.13, “Temor” é aborrecer o mal, mas é também desviar-se do pecado, Pv 16.6. Temor a Deus é a purificação da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação, II Co 7:1. Lutero distinguiu o temor a Deus de duas maneiras: 1.Temor servil e, 2.Temor filial.  O termo servil, segundo ele, é uma espécie de medo em que um escravo teria nas mãos de um senhor mal que viria com o chicote atormentá-lo; enquanto o temor filial, refere-se ao medo que uma criança tem de seu pai embora o ame e tenha por ele profundo respeito, mas tem medo de ofendê-lo, desagradá-lo por ele ser sua fonte de segurança e amor. Isto implica dizer que embora tenhamos uma relação de filho e lhe chamamos Aba, Pai, ou “meu pai”, não podemos relativizar essa intimidade, como se Ele pudesse ter complacência dos nossos erros, pois a bíblia diz em Hb 10.31: “Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo!” O dicionário JD Douglas diz que a palavra temor pode ser aplicada em 4 sentidos na bíblia: 1.O temor santo - que refere-se ao temor a Deus; 2.O temor vil – aquele medo sentido pelos que rejeitam a Cristo; 3.O temor do homem -  aquele respeito que se tem aos magistrados e autoridades; 4.O temor como objeto do temor - conforme Gn 31.42, Deus foi chamado de “Temor de Isaque”, posto que, Isaque o adorava e temia.
3.POR QUE DEVEMOS TEMER A DEUS? 
Quando o reverenciamos com temor atraímos para nós toda sorte de bênçãos como por exemplo: a)Atraímos a misericórdia de Deus - A bíblia diz que as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, Lm 3.22, imaginem os que o temem? posto que o Sl 103.11 diz: “For as the heaven is high above the earth, so great is his mercy toward them that fear him” (Psalm 103:11). "Porque, assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem"; b)Atraímos a vigilância de Deus - "Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia; to deliver their soul from death, and to keep them alive in famine” (Psalm 33:18–19). para os livrar da morte, e para os conservar vivos na fome "(Sl 33: 18-19). c)Atraímos a compaixão de Deus - Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem" (Sl 103: 13); d)Atraímos o agrado do Senhor por nós - O Senhor se agrada dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia, Sl 147:11.
Contudo, a falta deste temor atrai a ação da justiça de Deus, ou seja, a)Atraímos o julgamento de Deus - Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, vos digo, a esse temei. Lc 12.5. Via de regra ficamos muito preocupados sobre o que os outros pensam de nós e como vão julgar as coisas que falamos ou fazemos, mas não temos a preocupação de saber que Deus é verdadeiramente quem pode julgar com absoluta justiça tudo o que pensamos, falamos ou fazemos e esta também deve ser a razão pela qual devemos temer ao Senhor.  
4.COMO APRENDER A TEMER A DEUS?
O convite do salmista no Sl 34:11, “vinde meninos, e eu vos ensinarei o temor do Senhor”, é uma forma poética de dizer: “vinde todas as pessoas aprender a temer ao Senhor e isso se faz pela Palavra de Deus, fonte de todo o saber”, donde destacamos algumas lições: Tenha consciência de que Ele tudo vê, Sl 139:2, daí, não tente esconder nada de Deus; 2ª Reconheça a sua soberania sobre a sua vida, Is 43.15; Respeite o poder de Sua Palavra, Dt 6.24, 8.6; Aprenda com o exemplo dos homens de Deus como: a)Abraão,Gn 22.12; b)Isaque,Gn 31.42; c)José do Egito, Gn 42.18; d)Moisés, Dt 9.19; e)Obadias, I Re 18.3; f)Isaias, Is 6.5; g)Paulo, At 9.6; Abrace a disciplina de Deus a aceite a sua correção, Hb 12.5; Faça um auto julgamento, I Co 11.28,31; Reconheça que Ele está no controle de sua vida, At 17.31.
Enfim, faça tudo para que Deus através de sua vida seja glorificado, reconhecido e exaltado.
5.QUAIS AS PROMESSAS DE DEUS PARA AQUELES QUE O TEMEM?
Em toda a Bíblia vamos encontrar diversas promessas que são dadas àqueles que temem ao Senhor que lhe acompanharão por toda vida, posto que a bíblia diz: “A recompensa ao temor do Senhor e ao comportamento humilde são a riqueza, a honra e a vida!” Assim, dentre as diversas promessas podemos destacar as seguintes: 1.Sabedoria e conhecimento, Pv 1.7; 9:10; 2.Satisfação de viver, Pv 19.23; 3.Longevidade, Pv 10.27; 4.Cura e refrigério, Pv 3.7,8; 5.Confiança firme e refúgio aos descendentes, Pv 14.26; 6.Revelação dos Seus segredos, Sl 25.14; 7.Poder para se desviar do mal, Pv 16.6; 8.Chave para desviar-se dos laços de morte, Pv 14.27; 9.Plena satisfação, Pv 15.16; 10.Livramentos em geral, Sl 34.7; 11. Realização de desejos, Sl 145.19; 12. Direção de vida, Sl 25.12. Algumas promessas vêm com extensão à nossa família, pois conforme diz a bíblia diz em Ex 1.17, as parteiras temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera, antes conservavam os meninos com vida, por sua vez, a recompensa veio no verso 21: “E porque as parteiras temeram a Deus, Ele as abençoou fazendo que também formassem suas famílias.” (B.K.J).
CONCLUSÃO
O sábio Salomão deixou registrado um resumo geral daquilo que o homem deve fazer: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau, Ec 12:13-14.” Que Deus nos conceda a grande oportunidade de nos expressarmos como Davi no Sl 5.7 quando diz: “Mas, quanto a mim, eu entrarei em tua casa pela grandeza da tua benignidade, e em teu temor me inclinarei para o teu santo templo."  

Pr. Paulo Affonso Generoso
            

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

ECLESIASTES 4



ECLESIASTES 4

Os males e as tribulações da vida

1 Depois volvi-me, e atentei para todas as opressões que se fazem debaixo do sol; e eis as lágrimas dos oprimidos, e eles não tinham consolador; do lado dos seus opressores havia poder; mas eles não tinham consolador.

2 Pelo que julguei mais felizes os que já morreram, do que os que vivem ainda.

3 E melhor do que uns e outros é aquele que ainda não é, e que não viu as más obras que se fazem debaixo do sol.

4 Também vi eu que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja que o homem tem do seu próximo. Também isso é vaidade e desejo vão.

5 O tolo cruza as mãos, e come a sua; própria carne.

6 Melhor é um punhado com tranqüilidade do que ambas as mãos cheias com trabalho e vão desejo.

7 Outra vez me volvi, e vi vaidade debaixo do sol.

8 Há um que é só, não tendo parente; não tem filho nem irmão e, contudo, de todo o seu trabalho não há fim, nem os seus olhos se fartam de riquezas. E ele não pergunta: Para quem estou trabalhando e privando do bem a minha alma? Também isso é vaidade a enfadonha ocupação.

9 Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.

10 Pois se caírem, um levantará o seu companheiro; mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá outro que o levante.

11 Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?

12 E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.

13 Melhor é o mancebo pobre e sábio do que o rei velho e insensato, que não se deixa mais admoestar,

14 embora tenha saído do cárcere para reinar, ou tenha nascido pobre no seu próprio reino.

15 Vi a todos os viventes que andavam debaixo do sol, e eles estavam com o mancebo, o sucessor, que havia de ficar no lugar do rei.

16 Todo o povo, à testa do qual se achava, era inumerável; contudo os que lhe sucederam não se regozijarão a respeito dele. Na verdade também isso é vaidade e desejo vão.


ECLESIASTES 3



Há, para todas as coisas, um tempo determinado por Deus

1 Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.

2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

3 tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar;

4 tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

5 tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;

6 tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora;

7 tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

8 tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

9 Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?

10 Tenho visto o trabalho penoso que Deus deu aos filhos dos homens para nele se exercitarem.

11 Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs na mente do homem a idéia da eternidade, se bem que este não possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim.

12 Sei que não há coisa melhor para eles do que se regozijarem e fazerem o bem enquanto viverem;

13 e também que todo homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho é dom de Deus.

14 Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar, e nada se lhe pode tirar; e isso Deus faz para que os homens temam diante dele:

15 O que é, já existiu; e o que há de ser, também já existiu; e Deus procura de novo o que já se passou.

16 Vi ainda debaixo do sol que no lugar da retidão estava a impiedade; e que no lugar da justiça estava a impiedade ainda.

17 Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo propósito e para toda obra.

18 Disse eu no meu coração: Isso é por causa dos filhos dos homens, para que Deus possa prová-los, e eles possam ver que são em si mesmos como os brutos.

19 Pois o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos brutos; uma e a mesma coisa lhes sucede; como morre um, assim morre o outro; todos têm o mesmo fôlego; e o homem não tem vantagem sobre os brutos; porque tudo é vaidade.

20 Todos vão para um lugar; todos são pó, e todos ao pó tornarão.

21 Quem sabe se o espírito dos filhos dos homens vai para cima, e se o espírito dos brutos desce para a terra?

22 Pelo que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras; porque esse é o seu quinhão; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?


ECLESIASTES 2




Os prazeres e as riquezas não dão felicidades

1 Disse eu a mim mesmo: Ora vem, eu te provarei com a alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade.

2 Do riso disse: Está doido; e da alegria: De que serve estar.

3 Busquei no meu coração como estimular com vinho a minha carne, sem deixar de me guiar pela sabedoria, e como me apoderar da estultícia, até ver o que era bom que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu, durante o número dos dias de sua vida.

4 Fiz para mim obras magníficas: edifiquei casas, plantei vinhas;

5 fiz hortas e jardins, e plantei neles árvores frutíferas de todas as espécies.

6 Fiz tanques de águas, para deles regar o bosque em que reverdeciam as árvores.

7 Comprei servos e servas, e tive servos nascidos em casa; também tive grandes possessões de gados e de rebanhos, mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém.

8 Ajuntei também para mim prata e ouro, e tesouros dos reis e das províncias; provi-me de cantores e cantoras, e das delícias dos filhos dos homens, concubinas em grande número.

9 Assim me engrandeci, e me tornei mais rico do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria.

10 E tudo quanto desejaram os meus olhos não lho neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; pois o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e isso foi o meu proveito de todo o meu trabalho.

11 Então olhei eu para todas as obras que as minhas mãos haviam feito, como também para o trabalho que eu aplicara em fazê-las; e eis que tudo era vaidade e desejo vão, e proveito nenhum havia debaixo do sol.

12 Virei-me para contemplar a sabedoria, e a loucura, e a estultícia; pois que fará o homem que seguir ao rei? O mesmo que já se fez!

13 Então vi eu que a sabedoria é mais excelente do que a estultícia, quanto a luz é mais excelente do que as trevas.

14 Os olhos do sábio estão na sua cabeça, mas o louco anda em trevas; contudo percebi que a mesma coisa lhes sucede a ambos.

15 Pelo que eu disse no meu coração: Como acontece ao estulto, assim me sucederá a mim; por que então busquei eu mais a sabedoria; Então respondi a mim mesmo que também isso era vaidade.

16 Pois do sábio, bem como do estulto, a memória não durará para sempre; porquanto de tudo, nos dias futuros, total esquecimento haverá. E como morre o sábio, assim morre o estulto!

17 Pelo que aborreci a vida, porque a obra que se faz debaixo do sol me era penosa; sim, tudo é vaidade e desejo vão.

18 Também eu aborreci todo o meu trabalho em que me afadigara debaixo do sol, visto que tenho de deixá-lo ao homem que virá depois de mim.

19 E quem sabe se será sábio ou estulto? Contudo, ele se assenhoreará de todo o meu trabalho em que me afadiguei, e em que me houve sabiamente debaixo do sol; também isso é vaidade.

20 Pelo que eu me volvi e entreguei o meu coração ao desespero no tocante a todo o trabalho em que me afadigara debaixo do sol.

21 Porque há homem cujo trabalho é feito com sabedoria, e ciência, e destreza; contudo, deixará o fruto do seu labor para ser porção de quem não trabalhou nele; também isso é vaidade e um grande mal.

22 Pois, que alcança o homem com todo o seu trabalho e com a fadiga em que ele anda trabalhando debaixo do sol?

23 Porque todos os seus dias são dores, e o seu trabalho é vexação; nem de noite o seu coração descansa. Também isso é vaidade.

24 Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer que a sua alma goze do bem do seu trabalho. Vi que também isso vem da mão de Deus.

25 Pois quem pode comer, ou quem pode gozar, melhor do que eu?

26 Porque ao homem que lhe agrada, Deus dá sabedoria, e conhecimento, e alegria; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte e amontoe, a fim de dá-lo àquele que agrada a Deus: Também isso é vaidade e desejo vão.


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

ECLESIASTES 1



A vaidade de todas as coisas terrestres

1 Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.

2 Vaidade de vaidades, diz o pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade.

3 Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?

4 Uma geração vai-se, e outra geração vem, mas a terra permanece para sempre.

5 O sol nasce, e o sol se põe, e corre de volta ao seu lugar donde nasce.

6 O vento vai para o sul, e faz o seu giro vai para o norte; volve-se e revolve-se na sua carreira, e retoma os seus circuitos.

7 Todos os ribeiros vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios correm, para ali continuam a correr.

8 Todas as coisas estão cheias de cansaço; ninguém o pode exprimir: os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.

9 O que tem sido, isso é o que há de ser; e o que se tem feito, isso se tornará a fazer; nada há que seja novo debaixo do sol.

10 Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? ela já existiu nos séculos que foram antes de nós.

11 Já não há lembrança das gerações passadas; nem das gerações futuras haverá lembrança entre os que virão depois delas.

12 Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém.

13 E apliquei o meu coração a inquirir e a investigar com sabedoria a respeito de tudo quanto se faz debaixo do céu; essa enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens para nela se exercitarem.

14 Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol; e eis que tudo era vaidade e desejo vão.

15 O que é torto não se pode endireitar; o que falta não se pode enumerar.

16 Falei comigo mesmo, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; na verdade, tenho tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento.

17 E apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras; e vim a saber que também isso era desejo vão.

18 Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza.


PROVÉRBIOS 31




Os conselhos que a mãe do rei Lemuel deu a seu filho

1 As palavras do rei Lemuel, rei de Massá, que lhe ensinou sua mãe.

2 Que te direi, filho meu? e que te direi, ó filho do meu ventre? e que te direi, ó filho dos meus votos?

3 Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos às que destroem os reis.

4 Não é dos reis, ó Lemuel, não é dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte;

5 para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de quem anda aflito.

6 Dai bebida forte ao que está para perecer, e o vinho ao que está em amargura de espírito.

7 Bebam e se esqueçam da sua pobreza, e da sua miséria não se lembrem mais.

8 Abre a tua boca a favor do mudo, a favor do direito de todos os desamparados.

9 Abre a tua boca; julga retamente, e faze justiça aos pobres e aos necessitados.

10 Álefe. Mulher virtuosa, quem a pode achar? Pois o seu valor muito excede ao de jóias preciosas.

11 Bete. O coração do seu marido confia nela, e não lhe haverá falta de lucro.

12 Guímel. Ela lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida.

13 Dálete. Ela busca lã e linho, e trabalha de boa vontade com as mãos.

14 Hê. É como os navios do negociante; de longe traz o seu pão.

15 Vave. E quando ainda está escuro, ela se levanta, e dá mantimento à sua casa, e a tarefa às suas servas.

16 Zaine. Considera um campo, e compra-o; planta uma vinha com o fruto de suas mãos.

17 Hete. Cinge os seus lombos de força, e fortalece os seus braços.

18 Tete. Prova e vê que é boa a sua mercadoria; e a sua lâmpada não se apaga de noite.

19 Iode. Estende as mãos ao fuso, e as suas mãos pegam na roca.

20 Cafe. Abre a mão para o pobre; sim, ao necessitado estende as suas mãos.

21 Lâmede. Não tem medo da neve pela sua família; pois todos os da sua casa estão vestidos de escarlate.

22 Meme. Faz para si cobertas; de linho fino e de púrpura é o seu vestido.

23 Nune. Conhece-se o seu marido nas portas, quando se assenta entre os anciãos da terra.

24 Sâmerue. Faz vestidos de linho, e vende-os, e entrega cintas aos mercadores.

25 Aine. A força e a dignidade são os seus vestidos; e ri-se do tempo vindouro.

26 Pê. Abre a sua boca com sabedoria, e o ensino da benevolência está na sua língua.

27 Tsadê. Olha pelo governo de sua casa, e nao come o pão da preguiça.

28 Côfe. Levantam-se seus filhos, e lhe chamam bem-aventurada, como também seu marido, que a louva, dizendo:

29 Reche. Muitas mulheres têm procedido virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas.

30 Chine. Enganosa é a graça, e vã é a formosura; mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.

31 Tau. Dai-lhe do fruto das suas mãos, e louvem-na nas portas as suas obras.


PROVÉRBIOS 30




As palavras de Agur

1 Palavras de Agur, filho de Jaqué de Massá. Diz o homem a Itiel, e a Ucal:

2 Na verdade que eu sou mais estúpido do que ninguém; não tenho o entendimento do homem;

3 não aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo.

4 Quem subiu ao céu e desceu? quem encerrou os ventos nos seus punhos? mas amarrou as águas no seu manto? quem estabeleceu todas as extremidades da terra? qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho? Certamente o sabes!

5 Toda palavra de Deus é pura; ele é um escudo para os que nele confiam.

6 Nada acrescentes às suas palavras, para que ele não te repreenda e tu sejas achado mentiroso.

7 Duas coisas te peço; não mas negues, antes que morra.

8 Alonga de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me só o pão que me é necessário;

9 para que eu de farto não te negue, e diga: Quem é o Senhor? ou, empobrecendo, não venha a furtar, e profane o nome de Deus.

10 Não calunies o servo diante de seu senhor, para que ele não te amaldiçoe e fiques tu culpado.

11 Há gente que amaldiçoa a seu pai, e que não bendiz a sua mãe.

12 Há gente que é pura aos seus olhos, e contudo nunca foi lavada da sua imundícia.

13 Há gente cujos olhos são altivos, e cujas pálpebras são levantadas para cima.

14 Há gente cujos dentes são como espadas; e cujos queixais são como facas, para devorarem da terra os aflitos, e os necessitados dentre os homens.

15 A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Há três coisas que nunca se fartam; sim, quatro que nunca dizem: Basta;

16 o Seol, a madre estéril, a terra que não se farta d''água, e o fogo que nunca diz: Basta.

17 Os olhos que zombam do pai, ou desprezam a obediência à mãe, serão arrancados pelos corvos do vale e devorados pelos filhos da águia.

18 Há três coisas que são maravilhosas demais para mim, sim, há quatro que não conheço:

19 o caminho da águia no ar, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar, e o caminho do homem com uma virgem.

20 Tal é o caminho da mulher adúltera: ela come, e limpa a sua boca, e diz: não pratiquei iniqüidade.

21 Por três coisas estremece a terra, sim, há quatro que não pode suportar:

22 o escravo quando reina; o tolo quando se farta de comer;

23 a mulher desdenhada quando se casa; e a serva quando fica herdeira da sua senhora.

24 Quatro coisas há na terra que são pequenas, entretanto são extremamente sábias;

25 as formigas são um povo sem força, todavia no verão preparam a sua comida;

26 os querogrilos são um povo débil, contudo fazem a sua casa nas rochas;

27 os gafanhotos não têm rei, contudo marcham todos enfileirados;

28 a lagartixa apanha-se com as mãos, contudo anda nos palácios dos reis.

29 Há três que andam com elegância, sim, quatro que se movem airosamente:

30 o leão, que é o mais forte entre os animais, e que não se desvia diante de ninguém;

31 o galo emproado, o bode, e o rei à frente do seu povo.

32 Se procedeste loucamente em te elevares, ou se maquinaste o mal, põe a mão sobre a boca.

33 Como o espremer do leite produz queijo verde, e o espremer do nariz produz sangue, assim o espremer da ira produz contenda.


terça-feira, 28 de outubro de 2014

PROVÉRBIOS 29



1 Aquele que, sendo muitas vezes repreendido, endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura.

2 Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme.

3 O que ama a sabedoria alegra a seu pai; mas o companheiro de prostitutas desperdiça a sua riqueza.

4 O rei pela justiça estabelece a terra; mas o que exige presentes a transtorna.

5 O homem que lisonjeia a seu próximo arma-lhe uma rede aos passos.

6 Na transgressão do homem mau há laço; mas o justo canta e se regozija.

7 O justo toma conhecimento da causa dos pobres; mas o ímpio não tem entendimento para a conhecer.

8 Os escarnecedores abrasam a cidade; mas os sábios desviam a ira.

9 O sábio que pleiteia com o insensato, quer este se agaste quer se ria, não terá descanso.

10 Os homens sanguinários odeiam o íntegro; mas os retos procuram o seu bem.

11 O tolo derrama toda a sua ira; mas o sábio a reprime e aplaca.

12 O governador que dá atenção às palavras mentirosas achará que todos os seus servos são ímpios.

13 O pobre e o opressor se encontram; o Senhor alumia os olhos de ambos.

14 Se o rei julgar os pobres com eqüidade, o seu trono será estabelecido para sempre.

15 A vara e a repreensão dão sabedoria; mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe.

16 Quando os ímpios se multiplicam, multiplicam-se as transgressões; mas os justos verão a queda deles.

17 Corrige a teu filho, e ele te dará descanso; sim, deleitará o teu coração.

18 Onde não há profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei esse é bem-aventurado.

19 O servo não se emendará com palavras; porque, ainda que entenda, não atenderá.

20 Vês um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o tolo do que para ele.

21 Aquele que cria delicadamente o seu servo desde a meninice, no fim tê-lo-á por herdeiro.

22 O homem iracundo levanta contendas, e o furioso multiplica as transgressões.

23 A soberba do homem o abaterá; mas o humilde de espírito obterá honra.

24 O que é sócio do ladrão odeia a sua própria alma; sendo ajuramentado, nada denuncia.

25 O receio do homem lhe arma laços; mas o que confia no Senhor está seguro.

26 Muitos buscam o favor do príncipe; mas é do Senhor que o homem recebe a justiça.

27 O ímpio é abominação para os justos; e o que é reto no seu caminho é abominação para o ímpio.


PROVÉRBIOS 28




1 Fogem os ímpios, sem que ninguém os persiga; mas os justos são ousados como o leão.

2 Por causa da transgressão duma terra são muitos os seus príncipes; mas por virtude de homens prudentes e entendidos, ela subsistirá por longo tempo.

3 O homem pobre que oprime os pobres, é como chuva impetuosa, que não deixa trigo nenhum.

4 Os que abandonam a lei louvam os ímpios; mas os que guardam a lei pelejam contra eles.

5 Os homens maus não entendem a justiça; mas os que buscam ao Senhor a entendem plenamente.

6 Melhor é o pobre que anda na sua integridade, do que o rico perverso nos seus caminhos.

7 O que guarda a lei é filho sábio; mas o companheiro dos comilões envergonha a seu pai.

8 O que aumenta a sua riqueza com juros e usura, ajunta-a para o que se compadece do pobre.

9 O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração é abominável.

10 O que faz com que os retos se desviem para um mau caminho, ele mesmo cairá na cova que abriu; mas os inocentes herdarão o bem.

11 O homem rico é sábio aos seus próprios olhos; mas o pobre que tem entendimento o esquadrinha.

12 Quando os justos triunfam há grande, glória; mas quando os ímpios sobem, escondem-se os homens.

13 O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.

14 Feliz é o homem que teme ao Senhor continuamente; mas o que endurece o seu coração virá a cair no mal.

15 Como leão bramidor, e urso faminto, assim é o ímpio que domina sobre um povo pobre.

16 O príncipe falto de entendimento é também opressor cruel; mas o que aborrece a avareza prolongará os seus dias.

17 O homem culpado do sangue de qualquer pessoa será fugitivo até a morte; ninguém o ajude.

18 O que anda retamente salvar-se-á; mas o perverso em seus caminhos cairá de repente.

19 O que lavra a sua terra se fartará de pão; mas o que segue os ociosos se encherá de pobreza.

20 O homem fiel gozará de abundantes bênçãos; mas o que se apressa a enriquecer não ficará impune.

21 Fazer acepção de pessoas não é bom; mas até por um bocado de pão prevaricará o homem.

22 Aquele que é cobiçoso corre atrás das riquezas; e não sabe que há de vir sobre ele a penúria.

23 O que repreende a um homem achará depois mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua.

24 O que rouba a seu pai, ou a sua mãe, e diz: Isso não é transgressão; esse é companheiro do destruidor.

25 O cobiçoso levanta contendas; mas o que confia no senhor prosperará.

26 O que confia no seu próprio coração é insensato; mas o que anda sabiamente será livre.

27 O que dá ao pobre não terá falta; mas o que esconde os seus olhos terá muitas maldições.

28 Quando os ímpios sobem, escondem-se os homens; mas quando eles perecem, multiplicam-se os justos.


PROVÉRBIOS 27




1 Não te glories do dia de amanhã; porque não sabes o que produzirá o dia.

2 Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estranho, e não os teus lábios.

3 Pesada é a pedra, e a areia também; mas a ira do insensato é mais pesada do que elas ambas.

4 Cruel é o furor, e impetuosa é a ira; mas quem pode resistir à inveja?

5 Melhor é a repreensão aberta do que o amor encoberto.

6 Fiéis são as feridas dum amigo; mas os beijos dum inimigo são enganosos.

7 O que está farto despreza o favo de mel; mas para o faminto todo amargo é doce.

8 Qual a ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe do seu lugar.

9 O óleo e o perfume alegram o coração; assim é o doce conselho do homem para o seu amigo.

10 Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai; nem entres na casa de teu irmão no dia de tua adversidade. Mais vale um vizinho que está perto do que um irmão que está longe.

11 Sê sábio, filho meu, e alegra o meu coração, para que eu tenha o que responder àquele que me vituperar.

12 O prudente vê o mal e se esconde; mas os insensatos passam adiante e sofrem a pena.

13 Tira a roupa àquele que fica por fiador do estranho, e toma penhor daquele que se obriga por uma estrangeira.

14 O que bendiz ao seu amigo em alta voz, levantando-se de madrugada, isso lhe será contado como maldição.

15 A goteira contínua num dia chuvoso e a mulher rixosa são semelhantes;

16 retê-la é reter o vento, ou segurar o óleo com a destra.

17 Afia-se o ferro com o ferro; assim o homem afia o rosto do seu amigo.

18 O que cuida da figueira comerá do fruto dela; e o que vela pelo seu senhor será honrado.

19 Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem.

20 O Seol e o Abadom nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem.

21 O crisol é para a prata, e o forno para o ouro, e o homem é provado pelos louvores que recebe.

22 Ainda que pisasses o insensato no gral entre grãos pilados, contudo não se apartaria dele a sua estultícia.

23 Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; cuida bem dos teus rebanhos;

24 porque as riquezas não duram para sempre; e duraria a coroa de geração em geração?

25 Quando o feno é removido, e aparece a erva verde, e recolhem-se as ervas dos montes,

26 os cordeiros te proverão de vestes, e os bodes, do preço do campo.

27 E haverá bastante leite de cabras para o teu sustento, para o sustento da tua casa e das tuas criadas.



JEREMIAS 3



JEREMIAS 3

1 Eles dizem: Se um homem despedir sua mulher, e ela se desligar dele, e se ajuntar a outro homem, porventura tornará ele mais para ela? Não se poluiria de todo aquela terra? Ora, tu te maculaste com muitos amantes; mas ainda assim, torna para mim, diz o Senhor.

2 Levanta os teus olhos aos altos escalvados, e vê: onde é o lugar em que não te prostituíste? Nos caminhos te assentavas, esperando-os, como o árabe no deserto. Manchaste a terra com as tuas devassidões e com a tua malícia.

3 Pelo que foram retidas as chuvas copiosas, e não houve chuva tardia; contudo tens a fronte de uma prostituta, e não queres ter vergonha.

4 Não me invocaste há pouco, dizendo: Pai meu, tu és o guia da minha mocidade;

5 Reterá ele para sempre a sua ira? ou indignar-se-á continuamente? Eis que assim tens dito; porém tens feito todo o mal que pudeste.


Israel e Judá são exortados a arrepender-se com a promessa de redenção (até 4:4)

6 Disse-me mais o Senhor nos dias do rei Josias: Viste, porventura, o que fez a apóstata Israel, como se foi a todo monte alto, e debaixo de toda árvore frondosa, e ali andou prostituindo-se?

7 E eu disse: Depois que ela tiver feito tudo isso, voltará para mim. Mas não voltou; e viu isso a sua aleivosa irmã Judá.

8 Sim viu que, por causa de tudo isso, por ter cometido adultério a pérfida Israel, a despedi, e lhe dei o seu libelo de divórcio, que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas se foi e também ela mesma se prostituiu.

9 E pela leviandade da sua prostituição contaminou a terra, porque adulterou com a pedra e com o pau.

10 Contudo, apesar de tudo isso a sua aleivosa irmã Judá não voltou para mim de todo o seu coração, mas fingidamente, diz o Senhor.

11 E o Senhor me disse: A pérfida Israel mostrou-se mais justa do que a aleivosa Judá.

12 Vai, pois, e apregoa estas palavras para a banda do norte, e diz: Volta, ó pérfida Israel, diz o Senhor. Não olharei em era para ti; porque misericordioso sou, diz o Senhor, e não conservarei para sempre a minha ira.

13 Somente reconhece a tua iniqüidade: que contra o Senhor teu Deus transgrediste, e estendeste os teus favores para os estranhos debaixo de toda árvore frondosa, e não deste ouvidos à minha voz, diz o Senhor.

14 Voltai, ó filhos pérfidos, diz o Senhor; porque eu sou como esposo para vós; e vos tomarei, a um de uma cidade, e a dois de uma família; e vos levarei a Sião;

15 e vos darei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência.

16 E quando vos tiverdes multiplicado e frutificado na terra, naqueles dias, diz o Senhor, nunca mais se dirá: A arca do pacto do Senhor; nem lhes virá ela ao pensamento; nem dela se lembrarão; nem a visitarão; nem se fará mais.

17 Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono do Senhor; e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do Senhor, a Jerusalém; e não mais andarão obstinadamente segundo o propósito do seu coração maligno.

18 Naqueles dias andará a casa de Judá com a casa de Israel; e virão juntas da terra do norte, para a terra que dei em herança a vossos pais.

19 Pensei como te poria entre os filhos, e te daria a terra desejável, a mais formosa herança das nações. Também pensei que me chamarias meu Pai, e que de mim não te desviarias.

20 Deveras, como a mulher se aparta aleivosamente do seu marido, assim aleivosamente te houveste comigo, ó casa de Israel, diz o Senhor.

21 Nos altos escalvados se ouve uma voz, o pranto e as súplicas dos filhos de Israel; porque perverteram o seu caminho, e se esqueceram do Senhor seu Deus.

22 Voltai, ó filhos infiéis, eu curarei a vossa infidelidade. Responderam eles: Eis-nos aqui, vimos a ti, porque tu és o Senhor nosso Deus.

23 Certamente em vão se confia nos outeiros e nas orgias nas montanhas; deveras no Senhor nosso Deus está a salvação de Israel.

24 A coisa vergonhosa, porém, devorou o trabalho de nossos pais desde a nossa mocidade os seus rebanhos e os seus gados os seus filhos e as suas filhas.

25 Deitemo-nos em nossa vergonha, e cubra-nos a nossa confusão, porque temos pecado contra o Senhor nosso Deus, nós e nossos pais, desde a nossa mocidade até o dia de hoje; e não demos ouvidos à voz do Senhor nosso Deus.


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

PROVÉRBIOS 26



1 Como a neve no verão, e como a chuva no tempo da ceifa, assim não convém ao tolo a honra.

2 Como o pássaro no seu vaguear, como a andorinha no seu voar, assim a maldição sem causa não encontra pouso.

3 O açoite é para o cavalo, o freio para o jumento, e a vara para as costas dos tolos.

4 Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia, para que também não te faças semelhante a ele.

5 Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que ele não seja sábio aos seus próprios olhos.

6 Os pés decepa, e o dano bebe, quem manda mensagens pela mão dum tolo.

7 As pernas do coxo pendem frouxas; assim é o provérbio na boca dos tolos.

8 Como o que ata a pedra na funda, assim é aquele que dá honra ao tolo.

9 Como o espinho que entra na mão do ébrio, assim é o provérbio na mão dos tolos.

10 Como o flecheiro que fere a todos, assim é aquele que assalaria ao transeunte tolo, ou ao ébrio.

11 Como o cão que torna ao seu vômito, assim é o tolo que reitera a sua estultícia.

12 Vês um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há para o tolo do que para ele.

13 Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas.

14 Como a porta se revolve nos seus gonzos, assim o faz o preguiçoso na sua cama.

15 O preguiçoso esconde a sua mão no prato, e nem ao menos quer levá-la de novo à boca.

16 Mais sábio é o preguiçoso a seus olhos do que sete homens que sabem responder bem.

17 O que, passando, se mete em questão alheia é como aquele que toma um cão pelas orelhas.

18 Como o louco que atira tições, flechas, e morte,

19 assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira.

20 Faltando lenha, apaga-se o fogo; e não havendo difamador, cessa a contenda.

21 Como o carvão para as brasas, e a lenha para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas.

22 As palavras do difamador são como bocados deliciosos, que descem ao íntimo do ventre.

23 Como o vaso de barro coberto de escória de prata, assim são os lábios ardentes e o coração maligno.

24 Aquele que odeia dissimula com os seus lábios; mas no seu interior entesoura o engano.

25 Quando te suplicar com voz suave, não o creias; porque sete abominações há no teu coração.

26 Ainda que o seu ódio se encubra com dissimulação, na congregação será revelada a sua malícia.

27 O que faz uma cova cairá nela; e a pedra voltará sobre aquele que a revolve.

28 A língua falsa odeia aqueles a quem ela tenha ferido; e a boca lisonjeira opera a ruína.


PROVÉRBIOS 25



Outros provérbios de Salomão, que foram coligidos no tempo do rei Ezequias (até cap 29)

1 Também estes são provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá.

2 A glória de Deus é encobrir as coisas; mas a glória dos reis é esquadrinhá-las.

3 Como o céu na sua altura, e como a terra na sua profundidade, assim o coração dos reis é inescrutável.

4 Tira da prata a escória, e sairá um vaso para o fundidor.

5 Tira o ímpio da presença do rei, e o seu trono se firmará na justiça.

6 Não reclames para ti honra na presença do rei, nem te ponhas no lugar dos grandes;

7 porque melhor é que te digam: Sobe, para aqui; do que seres humilhado perante o príncipe.

8 O que os teus olhos viram, não te apresses a revelar, para depois, ao fim, não saberes o que hás de fazer, podendo-te confundir o teu próximo.

9 Pleiteia a tua causa com o teu próximo mesmo; e não reveles o segredo de outrem;

10 para que não te desonre aquele que o ouvir, não se apartando de ti a infâmia.

11 Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.

12 Como pendentes de ouro e gargantilhas de ouro puro, assim é o sábio repreensor para o ouvido obediente.

13 Como o frescor de neve no tempo da sega, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam, porque refrigera o espírito dos seus senhores.

14 como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba de dádivas que não fez.

15 Pela longanimidade se persuade o príncipe, e a língua branda quebranta os ossos.

16 Se achaste mel, come somente o que te basta, para que porventura não te fartes dele, e o venhas a vomitar.

17 Põe raramente o teu pé na casa do teu próximo, para que não se enfade de ti, e te aborreça.

18 Malho, e espada, e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo.

19 Como dente quebrado, e pé deslocado, é a confiança no homem desleal, no dia da angústia.

20 O que entoa canções ao coração aflito é como aquele que despe uma peça de roupa num dia de frio, e como vinagre sobre a chaga.

21 Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer, e se tiver sede, dá-lhe água para beber;

22 porque assim lhe amontoarás brasas sobre a cabeça, e o Senhor te recompensará.

23 O vento norte traz chuva, e a língua caluniadora, o rosto irado.

24 Melhor é morar num canto do eirado, do que com a mulher rixosa numa casa ampla.

25 Como água fresca para o homem sedento, tais são as boas-novas de terra remota.

26 Como fonte turva, e manancial poluído, assim é o justo que cede lugar diante do ímpio.

27 comer muito mel não é bom; não multipliques, pois, as palavras de lisonja.

28 Como a cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.


PROVÉRBIOS 24




1 Não tenhas inveja dos homens malignos; nem desejes estar com eles;

2 porque o seu coração medita a violência; e os seus lábios falam maliciosamente.

3 Com a sabedoria se edifica a casa, e com o entendimento ela se estabelece;

4 e pelo conhecimento se encherão as câmaras de todas as riquezas preciosas e deleitáveis.

5 O sábio é mais poderoso do que o forte; e o inteligente do que o que possui a força.

6 Porque com conselhos prudentes tu podes fazer a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros.

7 A sabedoria é alta demais para o insensato; ele não abre a sua boca na porta.

8 Aquele que cuida em fazer o mal, mestre de maus intentos o chamarão.

9 O desígnio do insensato é pecado; e abominável aos homens é o escarnecedor.

10 Se enfraqueces no dia da angústia, a tua força é pequena.

11 Livra os que estão sendo levados à morte, detém os que vão tropeçando para a matança.

12 Se disseres: Eis que não o sabemos; porventura aquele que pesa os corações não o percebe? e aquele que guarda a tua vida não o sabe? e não retribuirá a cada um conforme a sua obra?

13 Come mel, filho meu, porque é bom, e do favo de mel, que é doce ao teu paladar.

14 Sabe que é assim a sabedoria para a tua alma: se a achares, haverá para ti recompensa, e não será malograda a tua esperança.

15 Não te ponhas de emboscada, ó ímpio, contra a habitação do justo; nem assoles a sua pousada.

16 Porque sete vezes cai o justo, e se levanta; mas os ímpios são derribados pela calamidade.

17 Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e quando tropeçar, não se regozije o teu coração;

18 para que o Senhor não o veja, e isso seja mau aos seus olhos, e desvie dele, a sua ira.

19 Não te aflijas por causa dos malfeitores; nem tenhas inveja dos ímpios;

20 porque o maligno não tem futuro; e a lâmpada dos ímpios se apagará.

21 Filho meu, teme ao Senhor, e ao rei; e não te entremetas com os que gostam de mudanças.

22 Porque de repente se levantará a sua calamidade; e a ruína deles, quem a conhecerá?

23 Também estes são provérbios dos sábios: Fazer acepção de pessoas no juízo não é bom.

24 Aquele que disser ao ímpio: Justo és; os povos o amaldiçoarão, as nações o detestarão;

25 mas para os que julgam retamente haverá delícias, e sobre eles virá copiosa bênção.

26 O que responde com palavras retas beija os lábios.

27 Prepara os teus trabalhos de fora, apronta bem o teu campo; e depois edifica a tua casa.

28 Não sejas testemunha sem causa contra o teu próximo; e não enganes com os teus lábios.

29 Não digas: Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra.

30 Passei junto ao campo do preguiçoso, e junto à vinha do homem falto de entendimento;

31 e eis que tudo estava cheio de cardos, e a sua superfície coberta de urtigas, e o seu muro de pedra estava derrubado.

32 O que tendo eu visto, o considerei; e, vendo-o, recebi instrução.

33 Um pouco para dormir, um pouco para toscanejar, um pouco para cruzar os braços em repouso;

34 assim sobrevirá a tua pobreza como um salteador, e a tua necessidade como um homem armado.


domingo, 26 de outubro de 2014

PROVÉRBIOS 23




1 Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para aquele que está diante de ti;

2 e põe uma faca à tua garganta, se fores homem de grande apetite.

3 Não cobices os seus manjares gostosos, porque é comida enganadora.

4 Não te fatigues para seres rico; dá de mão à tua própria sabedoria:

5 Fitando tu os olhos nas riquezas, elas se vão; pois fazem para si asas, como a águia, voam para o céu.

6 Não comas o pão do avarento, nem cobices os seus manjares gostosos.

7 Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo.

8 Vomitarás o bocado que comeste, e perderás as tuas suaves palavras.

9 Não fales aos ouvidos do tolo; porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.

10 Não removas os limites antigos; nem entres nos campos dos órfãos,

11 porque o seu redentor é forte; ele lhes pleiteará a causa contra ti.

12 Aplica o teu coração à instrução, e os teus ouvidos às palavras do conhecimento.

13 Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá.

14 Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do Seol.

15 Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, ó, meu próprio;

16 e exultará o meu coração, quando os teus lábios falarem coisas retas.

17 Não tenhas inveja dos pecadores; antes conserva-te no temor do Senhor todo o dia.

18 Porque deveras terás uma recompensa; não será malograda a tua esperança.

19 Ouve tu, filho meu, e sê sábio; e dirige no caminho o teu coração.

20 Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne.

21 Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência cobrirá de trapos o homem.

22 Ouve a teu pai, que te gerou; e não desprezes a tua mãe, quando ela envelhecer.

23 Compra a verdade, e não a vendas; sim, a sabedoria, a disciplina, e o entendimento.

24 Grandemente se regozijará o pai do justo; e quem gerar um filho sábio, nele se alegrará.

25 Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se aquela que te deu à luz.

26 Filho meu, dá-me o teu coração; e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos.

27 Porque cova profunda é a prostituta; e poço estreito é a aventureira.

28 Também ela, como o salteador, se põe a espreitar; e multiplica entre os homens os prevaricadores.

29 Para quem são os ais? para quem os pesares? para quem as pelejas, para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? e para quem os olhos vermelhos?

30 Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada.

31 Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.

32 No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará.

33 Os teus olhos verão coisas estranhas, e tu falarás perversidades.

34 O serás como o que se deita no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro.

35 E dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando virei a despertar? ainda tornarei a buscá-lo outra vez.


PROVÉRBIOS 22




1 Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e o favor é melhor do que a prata e o ouro.

2 O rico e o pobre se encontram; quem os faz a ambos é o Senhor.

3 O prudente vê o perigo e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena.

4 O galardão da humildade e do temor do Senhor é riquezas, e honra e vida.

5 Espinhos e laços há no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe deles.

6 Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.

7 O rico domina sobre os pobres; e o que toma emprestado é servo do que empresta.

8 O que semear a perversidade segará males; e a vara da sua indignação falhará.

9 Quem vê com olhos bondosos será abençoado; porque dá do seu pão ao pobre.

10 Lança fora ao escarnecedor, e a contenda se irá; cessarão a rixa e a injúria.

11 O que ama a pureza do coração, e que tem graça nos seus lábios, terá por seu amigo o rei.

12 Os olhos do Senhor preservam o que tem conhecimento; mas ele transtorna as palavras do prevaricador.

13 Diz o preguiçoso: um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas.

14 Cova profunda é a boca da adúltera; aquele contra quem o Senhor está irado cairá nela.

15 A estultícia está ligada ao coração do menino; mas a vara da correção a afugentará dele.

16 O que para aumentar o seu lucro oprime o pobre, e dá ao rico, certamente chegará à penúria.


Breves discursos morais do sábio acerca de vários assuntos (até 24:34)

17 Inclina o teu ouvido e ouve as palavras dos sábios, e aplica o teu coração ao meu conhecimento.

18 Porque será coisa suave, se os guardares no teu peito, se estiverem todos eles prontos nos teus lábios.

19 Para que a tua confiança esteja no senhor, a ti tos fiz saber hoje, sim, a ti mesmo.

20 Porventura não te escrevi excelentes coisas acerca dos conselhos e do conhecimento,

21 para te fazer saber a certeza das palavras de verdade, para que possas responder com palavras de verdade aos que te enviarem?

22 Não roubes ao pobre, porque é pobre; nem oprimas ao aflito na porta;

23 porque o Senhor defenderá a sua causa em juízo, e aos que os roubam lhes tirará a vida.

24 Não faças amizade com o iracundo; nem andes com o homem colérico;

25 para que não aprendas as suas veredas, e tomes um laço para a tua alma.

26 Não estejas entre os que se comprometem, que ficam por fiadores de dívidas.

27 Se não tens com que pagar, por que tirariam a tua cama de debaixo de ti?

28 Não removas os limites antigos que teus pais fixaram.

29 Vês um homem hábil na sua obrar? esse perante reis assistirá; e não assistirá perante homens obscuros.


PROVÉRBIOS 21




1 Como corrente de águas é o coração do rei na mão do Senhor; ele o inclina para onde quer.

2 Todo caminho do homem é reto aos seus olhos; mas o Senhor pesa os corações.

3 Fazer justiça e julgar com retidão é mais aceitável ao Senhor do que oferecer-lhe sacrifício.

4 Olhar altivo e coração orgulhoso, tal lâmpada dos ímpios é pecado.

5 Os planos do diligente conduzem à abundância; mas todo precipitado apressa-se para a penúria.

6 Ajuntar tesouros com língua falsa é uma vaidade fugitiva; aqueles que os buscam, buscam a morte.

7 A violência dos ímpios arrebatá-los-á, porquanto recusam praticar a justiça.

8 O caminho do homem perverso é tortuoso; mas o proceder do puro é reto.

9 Melhor é morar num canto do eirado, do que com a mulher rixosa numa casa ampla.

10 A alma do ímpio deseja o mal; o seu próximo não agrada aos seus olhos.

11 Quando o escarnecedor é castigado, o simples torna-se sábio; e, quando o sábio é instruído, recebe o conhecimento.

12 O justo observa a casa do ímpio; precipitam-se os ímpios na ruína.

13 Quem tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, também clamará e não será ouvido.

14 O presente que se dá em segredo aplaca a ira; e a dádiva às escondidas, a forte indignação.

15 A execução da justiça é motivo de alegria para o justo; mas é espanto para os que praticam a iniqüidade.

16 O homem que anda desviado do caminho do entendimento repousará na congregação dos mortos.

17 Quem ama os prazeres empobrecerá; quem ama o vinho e o azeite nunca enriquecera.

18 Resgate para o justo é o ímpio; e em lugar do reto ficará o prevaricador.

19 Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda.

20 Há tesouro precioso e azeite na casa do sábio; mas o homem insensato os devora.

21 Aquele que segue a justiça e a bondade achará a vida, a justiça e a honra.

22 O sábio escala a cidade dos valentes, e derriba a fortaleza em que ela confia.

23 O que guarda a sua boca e a sua língua, guarda das angústias a sua alma.

24 Quanto ao soberbo e presumido, zombador é seu nome; ele procede com insolente orgulho.

25 O desejo do preguiçoso o mata; porque as suas mãos recusam-se a trabalhar.

26 Todo o dia o ímpio cobiça; mas o justo dá, e não retém.

27 O sacrifício dos ímpios é abominação; quanto mais oferecendo-o com intenção maligna!

28 A testemunha mentirosa perecerá; mas o homem que ouve falará sem ser contestado.

29 O homem ímpio endurece o seu rosto; mas o reto considera os seus caminhos.

30 Não há sabedoria, nem entendimento, nem conselho contra o Senhor.

31 O cavalo prepara-se para o dia da batalha; mas do Senhor vem a vitória.


sábado, 25 de outubro de 2014

PROVÉRBIOS 20



1 O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar não e sábio.

2 Como o bramido do leão é o terror do rei; quem o provoca a ira peca contra a sua própria vida.

3 Honroso é para o homem o desviar-se de questões; mas todo insensato se entremete nelas.

4 O preguiçoso não lavra no outono; pelo que mendigará na sega, e nada receberá.

5 Como águas profundas é o propósito no coração do homem; mas o homem inteligente o descobrirá.

6 Muitos há que proclamam a sua própria bondade; mas o homem fiel, quem o achará?

7 O justo anda na sua integridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele.

8 Assentando-se o rei no trono do juízo, com os seus olhos joeira a todo malfeitor.

9 Quem pode dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou de meu pecado?

10 O peso fraudulento e a medida falsa são abominação ao Senhor, tanto uma como outra coisa.

11 Até a criança se dá a conhecer pelas suas ações, se a sua conduta é pura e reta.

12 O ouvido que ouve, e o olho que vê, o Senhor os fez a ambos.

13 Não ames o sono, para que não empobreças; abre os teus olhos, e te fartarás de pão.

14 Nada vale, nada vale, diz o comprador; mas, depois de retirar-se, então se gaba.

15 Há ouro e abundância de pedras preciosas; mas os lábios do conhecimento são jóia de grande valor.

16 Tira a roupa àquele que fica por fiador do estranho; e toma penhor daquele que se obriga por estrangeiros.

17 Suave é ao homem o pão da mentira; mas depois a sua boca se enche de pedrinhas.

18 Os projetos se confirmam pelos conselhos; assim, pois, com prudência faze a guerra.

19 O que anda mexericando revela segredos; pelo que não te metas com quem muito abre os seus lábios.

20 O que amaldiçoa a seu pai ou a sua mãe, apagar-se-lhe-á a sua lâmpada nas, mais densas trevas.

21 A herança que no princípio é adquirida às pressas, não será abençoada no seu fim.

22 Não digas: vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor e ele te livrará.

23 Pesos fraudulentos são abomináveis ao Senhor; e balanças enganosas não são boas.

24 Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor; como, pois, poderá o homem entender o seu caminho?

25 Laço é para o homem dizer precipitadamente: É santo; e, feitos os votos, então refletir.

26 O rei sábio joeira os ímpios e faz girar sobre eles a roda.

27 O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, a qual esquadrinha todo o mais íntimo do coração.

28 A benignidade e a verdade guardam o rei; e com a benignidade sustém ele o seu trono.

29 A glória dos jovens é a sua força; e a beleza dos velhos são as cãs.

30 Os açoites que ferem purificam do mal; e as feridas penetram até o mais íntimo do corpo.


PROVÉRBIOS 19



1 Melhor é o pobre que anda na sua integridade, do que aquele que é perverso de lábios e tolo.

2 Não é bom agir sem refletir; e o que se apressa com seus pés erra o caminho.

3 A estultícia do homem perverte o seu caminho, e o seu coração se irrita contra o Senhor.

4 As riquezas granjeiam muitos amigos; mas do pobre o seu próprio amigo se separa.

5 A testemunha falsa não ficará impune; e o que profere mentiras não escapará.

6 Muitos procurarão o favor do liberal; e cada um é amigo daquele que dá presentes.

7 Todos os irmãos do pobre o aborrecem; quanto mais se afastam dele os seus amigos! persegue-os com súplicas, mas eles já se foram.

8 O que adquire a sabedoria é amigo de si mesmo; o que guarda o entendimento prosperará.

9 A testemunha falsa não ficará impune, e o que profere mentiras perecerá.

10 Ao tolo não convém o luxo; quanto menos ao servo dominar os príncipes!

11 A discrição do homem fá-lo tardio em irar-se; e sua glória está em esquecer ofensas.

12 A ira do rei é como o bramido o leão; mas o seu favor é como o orvalho sobre a erva.

13 O filho insensato é a calamidade do pai; e as rixas da mulher são uma goteira contínua.

14 Casa e riquezas são herdadas dos pais; mas a mulher prudente vem do Senhor.

15 A preguiça faz cair em profundo sono; e o ocioso padecerá fome.

16 Quem guarda o mandamento guarda a sua alma; mas aquele que não faz caso dos seus caminhos morrerá.

17 O que se compadece do pobre empresta ao Senhor, que lhe retribuirá o seu benefício.

18 Corrige a teu filho enquanto há esperança; mas não te incites a destruí-lo.

19 Homem de grande ira tem de sofrer o castigo; porque se o livrares, terás de o fazer de novo.

20 Ouve o conselho, e recebe a correção, para que sejas sábio nos teus últimos dias.

21 Muitos são os planos no coração do homem; mas o desígnio do Senhor, esse prevalecerá.

22 O que faz um homem desejável é a sua benignidade; e o pobre é melhor do que o mentiroso.

23 O temor do Senhor encaminha para a vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará.

24 O preguiçoso esconde a sua mão no prato, e nem ao menos quer levá-la de novo à boca.

25 Fere ao escarnecedor, e o simples aprenderá a prudência; repreende ao que tem entendimento, e ele crescerá na ciência.

26 O que aflige a seu pai, e faz fugir a sua mãe, é filho que envergonha e desonra.

27 Cessa, filho meu, de ouvir a instrução, e logo te desviarás das palavras do conhecimento.

28 A testemunha vil escarnece da justiça; e a boca dos ímpios engole a iniqüidade.

29 A condenação está preparada para os escarnecedores, e os açoites para as costas dos tolos.


PROVÉRBIOS 18




1 Aquele que vive isolado busca seu próprio desejo; insurge-se contra a verdadeira sabedoria.

2 O tolo não toma prazer no entendimento, mas tão somente em revelar a sua opinião.

3 Quando vem o ímpio, vem também o desprezo; e com a desonra vem o opróbrio.

4 Águas profundas são as palavras da boca do homem; e a fonte da sabedoria é um ribeiro que corre.

5 Não é bom ter respeito à pessoa do ímpio, nem privar o justo do seu direito.

6 Os lábios do tolo entram em contendas, e a sua boca clama por açoites.

7 A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios um laço para a sua alma.

8 As palavras do difamador são como bocados doces, que penetram até o íntimo das entranhas.

9 Aquele que é remisso na sua obra é irmão do que é destruidor.

10 Torre forte é o nome do Senhor; para ela corre o justo, e está seguro.

11 Os bens do rico são a sua cidade forte, e como um muro alto na sua imaginação.

12 Antes da ruína eleva-se o coração do homem; e adiante da honra vai a humildade.

13 Responder antes de ouvir, é estultícia e vergonha.

14 O espírito do homem o sustentará na sua enfermidade; mas ao espírito abatido quem o levantará?

15 O coração do entendido adquire conhecimento; e o ouvido dos sábios busca conhecimento;

16 O presente do homem alarga-lhe o caminho, e leva-o à presença dos grandes.

17 O que primeiro começa o seu pleito parece justo; até que vem o outro e o examina.

18 A sorte faz cessar os pleitos, e decide entre os poderosos.

19 um irmão ajudado pelo irmão é como uma cidade fortificada; é forte como os ferrolhos dum castelo.

20 O homem se fartará do fruto da sua boca; dos renovos dos seus lábios se fartará.

21 A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto.

22 Quem encontra uma esposa acha uma coisa boa; e alcança o favor do Senhor.

23 O pobre fala com rogos; mas o rico responde com durezas.

24 O homem que tem muitos amigos, tem-nos para a sua ruína; mas há um amigo que é mais chegado do que um irmão.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

PROVÉRBIOS 17




1 Melhor é um bocado seco, e com ele a tranqüilidade, do que a casa cheia de festins, com rixas.

2 O servo prudente dominará sobre o filho que procede indignamente; e entre os irmãos receberá da herança.

3 O crisol é para a prata, e o forno para o ouro; mas o Senhor é que prova os corações.

4 O malfazejo atenta para o lábio iníquo; o mentiroso inclina os ouvidos para a língua maligna.

5 O que escarnece do pobre insulta ao seu Criador; o que se alegra da calamidade não ficará impune.

6 Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são seus pais.

7 Não convém ao tolo a fala excelente; quanto menos ao príncipe o lábio mentiroso!

8 Pedra preciosa é a peita aos olhos de quem a oferece; para onde quer que ele se volte, serve-lhe de proveito.

9 O que perdoa a transgressão busca a amizade; mas o que renova a questão, afastam amigos íntimos.

10 Mais profundamente entra a repreensão no prudente, do que cem açoites no insensato.

11 O rebelde não busca senão o mal; portanto um mensageiro cruel será enviado contra ele.

12 Encontre-se o homem com a ursa roubada dos filhotes, mas não com o insensato na sua estultícia.

13 Quanto àquele que torna mal por bem, não se apartará o mal da sua casa.

14 O princípio da contenda é como o soltar de águas represadas; deixa por isso a porfia, antes que haja rixas.

15 O que justifica o ímpio, e o que condena o justo, são abomináveis ao Senhor, tanto um como o outro.

16 De que serve o preço na mão do tolo para comprar a sabedoria, visto que ele não tem entendimento?

17 O amigo ama em todo o tempo; e para a angústia nasce o irmão.

18 O homem falto de entendimento compromete-se, tornando-se fiador na presença do seu vizinho.

19 O que ama a contenda ama a transgressão; o que faz alta a sua porta busca a ruína.

20 O perverso de coração nunca achará o bem; e o que tem a língua dobre virá a cair no mal.

21 O que gera um tolo, para sua tristeza o faz; e o pai do insensato não se alegrará.

22 O coração alegre serve de bom remédio; mas o espírito abatido seca os ossos.

23 O ímpio recebe do regaço a peita, para perverter as veredas da justiça.

24 O alvo do inteligente é a sabedoria; mas os olhos do insensato estão nas extremidades da terra.

25 O filho insensato é tristeza para seu, pai, e amargura para quem o deu à luz.

26 Não é bom punir ao justo, nem ferir aos nobres por causa da sua retidão.

27 Refreia as suas palavras aquele que possui o conhecimento; e o homem de entendimento é de espírito sereno.

28 Até o tolo, estando calado, é tido por sábio; e o que cerra os seus lábios, por entendido.


PROVÉRBIOS 16




1 Ao homem pertencem os planos do coração; mas a resposta da língua é do Senhor.

2 Todos os caminhos do homem são limpos aos seus olhos; mas o Senhor pesa os espíritos.

3 Entrega ao Senhor as tuas obras, e teus desígnios serão estabelecidos.

4 O Senhor fez tudo para um fim; sim, até o ímpio para o dia do mal.

5 Todo homem arrogante é abominação ao Senhor; certamente não ficará impune.

6 Pela misericórdia e pela verdade expia-se a iniqüidade; e pelo temor do Senhor os homens se desviam do mal.

7 Quando os caminhos do homem agradam ao Senhor, faz que até os seus inimigos tenham paz com ele.

8 Melhor é o pouco com justiça, do que grandes rendas com injustiça.

9 O coração do homem propõe o seu caminho; mas o Senhor lhe dirige os passos.

10 Nos lábios do rei acham-se oráculos; em juízo a sua boca não prevarica.

11 O peso e a balança justos são do Senhor; obra sua são todos os pesos da bolsa.

12 Abominação é para os reis o praticarem a impiedade; porque com justiça se estabelece o trono.

13 Lábios justos são o prazer dos reis; e eles amam aquele que fala coisas retas.

14 O furor do rei é mensageiro da morte; mas o homem sábio o aplacará.

15 Na luz do semblante do rei está a vida; e o seu favor é como a nuvem de chuva serôdia.

16 Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! e quanto mais excelente é escolher o entendimento do que a prata!

17 A estrada dos retos desvia-se do mal; o que guarda o seu caminho preserva a sua vida.

18 A soberba precede a destruição, e a altivez do espírito precede a queda.

19 Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos.

20 O que atenta prudentemente para a palavra prosperará; e feliz é aquele que confia no Senhor.

21 O sábio de coração será chamado prudente; e a doçura dos lábios aumenta o saber.

22 O entendimento, para aquele que o possui, é uma fonte de vida, porém a estultícia é o castigo dos insensatos.

23 O coração do sábio instrui a sua boca, e aumenta o saber nos seus lábios.

24 Palavras suaves são como favos de mel, doçura para a alma e saúde para o corpo.

25 Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte.

26 O apetite do trabalhador trabalha por ele, porque a sua fome o incita a isso.

27 O homem vil suscita o mal; e nos seus lábios há como que um fogo ardente.

28 O homem perverso espalha contendas; e o difamador separa amigos íntimos.

29 O homem violento alicia o seu vizinho, e guia-o por um caminho que não é bom.

30 Quando fecha os olhos fá-lo para maquinar perversidades; quando morde os lábios, efetua o mal.

31 Coroa de honra são as cãs, a qual se obtém no caminho da justiça.

32 Melhor é o longânimo do que o valente; e o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade.

33 A sorte se lança no regaço; mas do Senhor procede toda a disposição dela.


PROVÉRBIOS 15




1 A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.

2 A língua dos sábios destila o conhecimento; porém a boca dos tolos derrama a estultícia.

3 Os olhos do Senhor estão em todo lugar, vigiando os maus e os bons.

4 Uma língua suave é árvore de vida; mas a língua perversa quebranta o espírito.

5 O insensato despreza a correção e seu pai; mas o que atende à admoestação prudentemente se haverá.

6 Na casa do justo há um grande tesouro; mas nos lucros do ímpio há perturbação.

7 Os lábios dos sábios difundem conhecimento; mas não o faz o coração dos tolos.

8 O sacrifício dos ímpios é abominável ao Senhor; mas a oração dos retos lhe é agradável.

9 O caminho do ímpio é abominável ao Senhor; mas ele ama ao que segue a justiça.

10 Há disciplina severa para o que abandona a vereda; e o que aborrece a repreensão morrerá.

11 O Seol e o Abadom estão abertos perante o Senhor; quanto mais o coração dos filhos dos homens!

12 O escarnecedor não gosta daquele que o repreende; não irá ter com os sábios.

13 O coração alegre aformoseia o rosto; mas pela dor do coração o espírito se abate.

14 O coração do inteligente busca o conhecimento; mas a boca dos tolos se apascenta de estultícia.

15 Todos os dias do aflito são maus; mas o coração contente tem um banquete contínuo.

16 Melhor é o pouco com o temor do Senhor, do que um grande tesouro, e com ele a inquietação.

17 Melhor é um prato de hortaliça, onde há amor, do que o boi gordo, e com ele o ódio.

18 O homem iracundo suscita contendas; mas o longânimo apazigua a luta.

19 O caminho do preguiçoso é como a sebe de espinhos; porém a vereda dos justos é uma estrada real.

20 O filho sábio alegra a seu pai; mas o homem insensato despreza a sua mãe.

21 A estultícia é alegria para o insensato; mas o homem de entendimento anda retamente.

22 Onde não há conselho, frustram-se os projetos; mas com a multidão de conselheiros se estabelecem.

23 O homem alegra-se em dar uma resposta adequada; e a palavra a seu tempo quão boa é!

24 Para o sábio o caminho da vida é para cima, a fim de que ele se desvie do Seol que é em baixo.

25 O Senhor desarraiga a casa dos soberbos, mas estabelece a herança da viúva.

26 Os desígnios dos maus são abominação para o Senhor; mas as palavras dos limpos lhe são aprazíveis.

27 O que se dá à cobiça perturba a sua própria casa; mas o que aborrece a peita viverá.

28 O coração do justo medita no que há de responder; mas a boca dos ímpios derrama coisas más.

29 Longe está o Senhor dos ímpios, mas ouve a oração dos justos.

30 A luz dos olhos alegra o coração, e boas-novas engordam os ossos.

31 O ouvido que escuta a advertência da vida terá a sua morada entre os sábios.

32 Quem rejeita a correção menospreza a sua alma; mas aquele que escuta a advertência adquire entendimento.

33 O temor do Senhor é a instrução da sabedoria; e adiante da honra vai a humildade.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

PROVÉRBIOS 14



1 Toda mulher sábia edifica a sua casa; a insensata, porém, derruba-a com as suas mãos.

2 Quem anda na sua retidão teme ao Senhor; mas aquele que é perverso nos seus caminhos despreza-o.

3 Na boca do tolo está a vara da soberba, mas os lábios do sábio preservá-lo-ão.

4 Onde não há bois, a manjedoura está vazia; mas pela força do boi há abundância de colheitas.

5 A testemunha verdadeira não mentirá; a testemunha falsa, porém, se desboca em mentiras.

6 O escarnecedor busca sabedoria, e não a encontra; mas para o prudente o conhecimento é fácil.

7 Vai-te da presença do homem insensato, pois nele não acharás palavras de ciência.

8 A sabedoria do prudente é entender o seu caminho; porém a estultícia dos tolos é enganar.

9 A culpa zomba dos insensatos; mas os retos têm o favor de Deus.

10 O coração conhece a sua própria amargura; e o estranho não participa da sua alegria.

11 A casa dos ímpios se desfará; porém a tenda dos retos florescerá.

12 Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte.

13 Até no riso terá dor o coração; e o fim da alegria é tristeza.

14 Dos seus próprios caminhos se fartará o infiel de coração, como também o homem bom se contentará dos seus.

15 O simples dá crédito a tudo; mas o prudente atenta para os seus passos.

16 O sábio teme e desvia-se do mal, mas o tolo é arrogante e dá-se por seguro.

17 Quem facilmente se ira fará doidices; mas o homem discreto é paciente;

18 Os simples herdam a estultícia; mas os prudentes se coroam de conhecimento.

19 Os maus inclinam-se perante os bons; e os ímpios diante das portas dos justos.

20 O pobre é odiado até pelo seu vizinho; mas os amigos dos ricos são muitos.

21 O que despreza ao seu vizinho peca; mas feliz é aquele que se compadece dos pobres.

22 Porventura não erram os que maquinam o mal? mas há beneficência e fidelidade para os que planejam o bem.

23 Em todo trabalho há proveito; meras palavras, porém, só encaminham para a penúria.

24 A coroa dos sábios é a sua riqueza; porém a estultícia dos tolos não passa de estultícia.

25 A testemunha verdadeira livra as almas; mas o que fala mentiras é traidor.

26 No temor do Senhor há firme confiança; e os seus filhos terão um lugar de refúgio.

27 O temor do Senhor é uma fonte de vida, para o homem se desviar dos laços da morte.

28 Na multidão do povo está a glória do rei; mas na falta de povo está a ruína do príncipe.

29 Quem é tardio em irar-se é grande em entendimento; mas o que é de ânimo precipitado exalta a loucura.

30 O coração tranqüilo é a vida da carne; a inveja, porém, é a podridão dos ossos.

31 O que oprime ao pobre insulta ao seu Criador; mas honra-o aquele que se compadece do necessitado.

32 O ímpio é derrubado pela sua malícia; mas o justo até na sua morte acha refúgio.

33 No coração do prudente repousa a sabedoria; mas no coração dos tolos não é conhecida.

34 A justiça exalta as nações; mas o pecado é o opróbrio dos povos.

35 O favor do rei é concedido ao servo que procede sabiamente; mas sobre o que procede indignamente cairá o seu furor.


PROVÉRBIOS 13



1 O filho sábio ouve a instrução do pai; mas o escarnecedor não escuta a repreensão.

2 Do fruto da boca o homem come o bem; mas o apetite dos prevaricadores alimenta-se da violência.

3 O que guarda a sua boca preserva a sua vida; mas o que muito abre os seus lábios traz sobre si a ruína.

4 O preguiçoso deseja, e coisa nenhuma alcança; mas o desejo do diligente será satisfeito.

5 O justo odeia a palavra mentirosa, mas o ímpio se faz odioso e se cobre de vergonha.

6 A justiça guarda ao que é reto no seu caminho; mas a perversidade transtorna o pecador.

7 Há quem se faça rico, não tendo coisa alguma; e quem se faça pobre, tendo grande riqueza.

8 O resgate da vida do homem são as suas riquezas; mas o pobre não tem meio de se resgatar.

9 A luz dos justos alegra; porem a lâmpada dos ímpios se apagará.

10 Da soberba só provém a contenda; mas com os que se aconselham se acha a sabedoria.

11 A riqueza adquirida às pressas diminuíra; mas quem a ajunta pouco a pouco terá aumento.

12 A esperança adiada entristece o coração; mas o desejo cumprido é árvore devida.

13 O que despreza a palavra traz sobre si a destruição; mas o que teme o mandamento será galardoado.

14 O ensino do sábio é uma fonte devida para desviar dos laços da morte.

15 O bom senso alcança favor; mas o caminho dos prevaricadores é áspero:

16 Em tudo o homem prudente procede com conhecimento; mas o tolo espraia a sua insensatez.

17 O mensageiro perverso faz cair no mal; mas o embaixador fiel traz saúde.

18 Pobreza e afronta virão ao que rejeita a correção; mas o que guarda a repreensão será honrado.

19 O desejo que se cumpre deleita a alma; mas apartar-se do ma e abominação para os tolos.

20 Quem anda com os sábios será sábio; mas o companheiro dos tolos sofre aflição.

21 O mal persegue os pecadores; mas os justos são galardoados com o bem.

22 O homem de bem deixa uma herança aos filhos de seus filhos; a riqueza do pecador, porém, é reservada para o justo.

23 Abundância de mantimento há, na lavoura do pobre; mas se perde por falta de juízo.

24 Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga.

25 O justo come e fica satisfeito; mas o apetite dos ímpios nunca se satisfaz.


E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32

Pastora Eliane (Jó)